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O novo Hospital de Barcelos: um compromisso com o futuro do Minho

Quem conhece o Município de Barcelos sabe que a necessidade de um novo hospital não é uma reivindicação recente. É uma preocupação sentida por milhares de pessoas e utentes que procuram melhores respostas e por profissionais de saúde que merecem trabalhar em instalações adequadas.

Esta é uma infraestrutura que durante muito tempo não passou de uma intenção. É por isso que a decisão agora conhecida de preparar o lançamento de uma parceria público-privada (PPP) para a conceção, construção, financiamento e manutenção da infraestrutura constitui um desenvolvimento importante. Importa, contudo, deixar claro que a parceria prevista no despacho do Ministério da Saúde incide exclusivamente sobre a componente infraestrutural. A gestão hospitalar e a prestação de cuidados permanecerão sob responsabilidade pública, através da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende.

O projeto anunciado aponta para um investimento de cerca de 200 milhões de euros, mais de 25 mil m2 de construção, mais de 200 camas de internamento, 30 gabinetes de consulta externa e 6 salas de cirurgia, com mais 2 previstas como reserva. Inclui ainda novos equipamentos de diagnóstico, hospital de dia e valências que permitirão alargar a resposta essencial. E isto são mais do que números, falamos de melhorias nas condições para os utentes, para os profissionais e para as famílias.

Importa ainda reconhecer que um projeto desta dimensão não nasce do dia para a noite. O trabalho desenvolvido pelo Município de Barcelos em colaboração, designadamente na preparação das acessibilidades e na disponibilização dos terrenos demonstra a importância de uma autarquia que se preocupa em assumir responsabilidades e em criar condições para a concretização de investimentos estruturantes. 

Ainda que a decisão tomada pelo Governo de Luís Montenegro não seja ainda sinónimo de obra no terreno, é um passo administrativo necessário para o cumprimento de uma aspiração legítima da população. O que se exige agora é que o processo avance com determinação, sem novos adiamentos e com um calendário que permita transformar as decisões em resultados concretos.

O investimento público deve chegar aos territórios, e o Minho não pode ficar para trás. Só assim se reduzem assimetrias regionais e se melhora efetivamente a vida das pessoas. A saúde é precisamente uma das áreas onde a proximidade mais importa. O acesso a cuidados de saúde de qualidade não pode depender do local onde se vive, nem as populações podem continuar à espera de respostas que há muito são necessárias.

O novo hospital de Barcelos deve, por isso, ser encarado como um compromisso coletivo. Um compromisso do Estado, das autarquias, das instituições e de todos os que representam as populações. Porque, no final, o que verdadeiramente importa não são os anúncios ou os projetos no papel, mas a capacidade de garantir melhores cuidados de saúde a quem deles precisa.

Paulo Cunha

Paulo Cunha

31 outubro 2026