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Resolução de problemas

O futebol para os lados da Pedreira está a sofrer uma metamorfose, em função das alterações observadas nos últimos dias e da evolução célere que se pretende. O tempo, neste caso, não é um bom aliado, uma vez que os resultados positivos são uma necessidade urgente.

Franclim Carvalho é o homem do leme em Braga, onde ocupou o lugar deixado vago pela saída inevitável de Carlos Vicens. O técnico português já reconheceu a vontade que tinha de se sentar nesta cadeira de sonho, e os meus votos são para que o trabalho desenvolvido, neste mar imenso de dificuldades, não transforme o sonho num pesadelo.

A entrada oficial em cena foi apadrinhada pelos belgas do Gent, que visitaram Braga quando o novo responsável bracarense tinha apenas dois dias de exercício no cargo. O triunfo por dois golos sem resposta constituiu um bom batismo para Franclim Carvalho.

Esta fase intensa em termos competitivos exige, antes de mais, resultados positivos, que são fatores facilitadores de qualquer trabalho. O começo foi auspicioso, mas precisava de continuidade, algo que não se verificou na Madeira, na estreia na Liga Portugal.

A visita à Choupana, para defrontar um Nacional à deriva, parecia oferecer um cenário favorável à confirmação desse início positivo. Ninguém exigia futebol de elevada qualidade de forma tão repentina. O que os adeptos reclamam é uma atitude em campo capaz de colocar a equipa a lutar pelos triunfos e de tornar os bons resultados mais regulares.

O estádio do Nacional parecia reunir condições para os Gverreiros do Minho lutarem pelo triunfo, como prometera o novo técnico. Contudo, o desempenho global foi fraco e o resultado ficou definido por um golo resultante de um lance discutível, cuja validação demorou cerca de seis minutos a ser decidida pela arbitragem. Foi tempo a mais, na minha opinião. Lances desta natureza exigem maior clareza nos critérios e nas regras que sustentam a decisão, para que a interpretação não se sobreponha à certeza que se espera da arbitragem.

A tristeza pelo regresso às derrotas, frente a um adversário que vinha de sete jogos consecutivos a perder, foi atenuada pelas palavras de Víctor Gómez, um dos capitães, e de Franclim Carvalho, no final da partida. Ambos convergiram numa ideia essencial: quem enverga o símbolo do SC Braga tem de dar mais, individual e coletivamente. Os problemas estão identificados, pelo que importa agora resolvê-los através do trabalho interno e do compromisso de todo o grupo. A vontade de ganhar não pode ficar pelas palavras de circunstância: tem de se traduzir em atitude, competência e rendimento dentro de campo.

Os próximos dias serão exigentes para Franclim Carvalho e os jogadores que comanda. É indispensável que todos estejam verdadeiramente comprometidos com os objetivos do SC Braga, a começar pelo duplo confronto na Pedreira frente ao FC Famalicão, para a Taça da Liga e para a Liga Portugal. Há problemas identificados e chegou o momento de lhes dar resposta, nesta fase através dos resultados. 

 

 

António Costa

António Costa

29 outubro 2026