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Democracia mundial quer Cristiano Ronaldo na Selecção

Enquanto as redes da Selecção perderam mais de 3 milhões de seguidores no mundo, CR7 ganhou seguidores. Cristiano Ronaldo tem que continuar a jogar pela selecção enquanto mantiver rendimento, ambição e capacidade para acrescentar valor. A idade, de per se, não pode ser o único diapasão para decidir se um jogador merece ou não estar ao serviço de Portugal. No futebol moderno, o mais importante é a condição física, técnica, experiência, mentalidade competitiva e influência positiva fora e dentro do campo. E aqui quem bate Cristiano Ronaldo? Ainda que tenha 41 anos, CR7 conserva níveis físicos assombrosos. Quando assinou pela Juventus com 33, os testes médicos deram um jovem de 20 anos. Assim, CR7 tem hoje 28! Ao longo da carreira, cuida de si com uma disciplina científica: treino, alimentação, descanso, recuperação e preparação mental. A sua energia física é inegável: explosão, força, impulsão, capacidade de finalização e vontade de competir ao mais alto nível. Não é só genética; é igualmente trabalho humilde, diário, sacrifício e profissionalismo. Além do mais, continua a jogar muito. Não é só um símbolo como muitos querem fazer crer. Marca golos, atrai defesas, cria espaços e é ameaça constante dentro da área. Ainda quando um golo é anulado por centímetros, como aconteceu recentemente num lance frente ao País de Gales, o instinto de goleador está vivo. CR7 tem faro e capacidade para decidir jogos. Como aliás fez no último mundial dos EUA-Canadá-México 2026 (quem errou na defesa contra a Espanha foi outro!!! E lembram-se doutro distraído a falar com o árbitro?!). Não olvidando que é o maior marcador de sempre das selecções nacionais e está dentro dos maiores da história do futebol mundial. A sua presença na selecção lusa tem um peso que, quer se queira, quer não, ultrapassa o próprio Portugal em termos de marca mundial. Jogar contra Portugal com CR7 é defrontar uma lenda viva. Para muitos jovens, treinar e jogar ao lado dele é único. A sua exigência faz subir o padrão do balneário. O seu exemplo demonstra que talento sem trabalho não é suficiente, e que a longevidade nasce também da esperança e da fé da disciplina. Numa perspectiva financeira e institucional, a presença de Cristiano Ronaldo também é de valor incalculável. É uma imagem de marca mundial. Selecção, Federação Portuguesa e Portugal beneficiam da sua visibilidade internacional. Estamos até perante 1 paradoxo: é mais importante ter Cristiano Ronaldo a vencer a tragédia do envelhecimento do que ganhar uma competição de 5.a categoria como é a “Liga das Nações”. Cristiano é conhecido em todos os continentes, por inúmeras pessoas que nem sequer acompanham o futebol. Veja-se como o fenómeno foi recebido na Casa Branca por Donald Trump, só o Presidente do país mais poderoso do mundo e que nem é adepto de futebol. Gera mediatismo, audiências, patrocínios, vendas de camisolas, turismo e projecção global de Portugal. Quando Ronaldo joga, há milhões de olhos virados para Portugal. É um valor desportivo, cultural e económico. Eusébio da Silva Ferreira no Séc. XX, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro no Séc. XXI. Igualmente é mentira que jogadores mais velhos não possam continuar a competir: Roger Milla sobressaiu pelos Camarões e marcou num Mundial já com mais de 40, reformando-se aos 45. O Egípcio Essam El-Hadary jogou igualmente para lá dos 46! Kazuyoshi Miura, O Japonês, continua a jogar no futebol profissional para lá dos 59 (!!!), assim como Stanley Matthews, lenda inglesa, jogou ao mais alto nível na I Divisão, sendo um dos símbolos clássicos da longevidade no futebol!!! Cada caso é diverso, mas todos provam que a idade não deve ser uma sentença automática. Se há rendimento, utilidade e competência profissional para a equipa, a porta deve continuar aberta. Na Arábia Saudita, CR7 a benzer-se tornou-se uma verdadeira ponte cultural entre o Ocidente e o Mundo Islâmico. Sendo uma figura identificada com Portugal, um país de matriz cristã, e vivendo como trabalhador num país muçulmano, CR7 pode ser visto como um símbolo de respeito, convivência e compreensão universal entre culturas. O futebol pode unir povos, religiões e línguas diferentes. A sua carreira tem algo de divino e transmite paz. Merece respeito. Ronaldo é um atleta extraordinário, um símbolo desportivo e humano. Cristiano Ronaldo deve continuar na Selecção enquanto provar fora e dentro de campo, no seu trabalho diário, que merece. Basta de preconceito quanto à idade. Se continuar a marcar, competir, inspirar, gerar respeito e der prestígio a Portugal, tem todo o sentido ver o mesmo com a camisola da Selecção. 1 CR7 com qualidade, fome de vencer e compromisso. Cristiano de Cristo e Ronald de Reagan, por homenagem de seus queridos Mãe e Pai. Viva a juventude de CR7.

Gonçalo S. de Mello Bandeira

Gonçalo S. de Mello Bandeira

13 outubro 2026