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Messi e Ronaldo explicados aos mais novos

Dois grandes jogadores de futebol foram notícia no mesmo dia da semana que finda. Na terça-feira passada, Leonel Messi realizou o seu derradeiro jogo pela selecção da Argentina e Cristiano Ronaldo divulgou um comunicado sobre o abandono, dias antes, da selecção de Portugal. Mundialmente admirados, ídolos para muitas crianças e jovens, Messi e Ronaldo não deixam de ser exemplos educativos. Mas qual deles será o mais recomendável?

O Messi. A resposta é dada pelo Copilot, o assistente de inteligência artificial criado pela Microsoft. As razões apresentadas para o jogador argentino ser mais exemplar são oito e o Copilot organizou-as “em critérios que fazem sentido para educação, cidadania e crescimento pessoal”.

A primeira diz respeito ao facto de Messi representar a ideia de talento que se cultiva, não que se exibe: “Messi cresceu com limitações físicas, fragilidades, tratamentos, silêncio. A sua história diz aos jovens: não precisas de ser o mais forte para seres o melhor”. Se Ronaldo “representa a excelência construída pela disciplina física e pela auto‑promoção” – uma “auto-promoção”, aliás, estratosférica –, Messi “representa a excelência construída pela humildade e pelo trabalho invisível”.

A segunda razão da supremacia de Messi é óbvia. O argentino “joga para a equipa, não para o seu próprio brilho”. O Copilot refere que, “para a juventude, isto é decisivo: Messi mostra que o verdadeiro génio é cooperativo, não competitivo. Ele melhora os outros, não se coloca acima deles”. Ou seja: “Ronaldo inspira ambição individual; Messi inspira responsabilidade colectiva”.

Outra vantagem de Messi: ele “não precisa de espectáculo para ser grande”. Como o Copilot constata, “os jovens vivem num mundo saturado de performance, likes, visibilidade. Messi é um antídoto: joga sem teatralidade, sem dramatização, sem necessidade de ser o centro emocional do jogo”. O argentino “ensina que a grandeza pode ser silenciosa, discreta, quase tímida – e ainda assim transformadora”.

O quarto motivo que justifica a superioridade do jogador argentino tem sido particularmente evidente nestes dias: “Messi mostra que a calma é uma força”. Enquanto “a juventude é muitas vezes empurrada para a hiper‑velocidade, a reactividade, a impulsividade”, Messi “joga com uma serenidade que é quase ética: pensa antes de agir, lê antes de correr, decide antes de se exaltar”. Resumindo: “Ronaldo inspira intensidade; Messi inspira lucidez”.

Valorizar a criatividade em detrimento da força é a quinta razão por que Messi é um bom exemplo: “Aos jovens que crescem num mundo onde a competição é física, social e académica, Messi lembra que: a imaginação vence a força, a inteligência vence a velocidade, a criatividade vence a repetição”. Dito de outro modo: “Ele é um exemplo de que o futuro pertence a quem inventa soluções, não a quem apenas executa”.

O sexto fundamento para considerar Messi mais inspirador do que Ronaldo corrobora o que tantos têm dito. O argentino “não construiu uma marca; construiu uma linguagem”. Se Ronaldo “é um ícone global de marketing, fitness, lifestyle”, Messi “é um ícone global de forma de jogar, de visão, de arte”. O Copilot considera que “para a juventude, isto é crucial: Messi mostra que o que fica não é a imagem, mas a obra”.

O modo de liderar oferece mais uma razão, a sétima, para a supremacia do argentino: “Messi ensina que a liderança pode ser silenciosa”. O Copilot indica que “ele não grita, não exige, não dramatiza. Lidera pelo exemplo, pela consistência, pela presença. É uma lição rara: a liderança não precisa de barulho; precisa de coerência”.

E, por último, mas não menos importante, “Messi é um modelo de humildade num mundo que recompensa o ego”. Perante uma juventude que vive rodeada de narrativas de autopromoção, Messi apresenta-se como “a prova de que se pode ser o melhor do mundo sem arrogância, sem ostentação, sem culto da personalidade”. Lionel Messi “mostra que a humildade não é fraqueza – é força moral”.EduO assistente de inteligência artificial oferece, finalmente, uma “síntese para usar com jovens”. É uma síntese adequada: Lionel Messi “é melhor exemplo porque mostra que a verdadeira grandeza nasce da humildade, da inteligência, da cooperação e da criatividade – não da força, nem da fama.”

O Copilot ofereceu-se, finalmente, para “transformar isto numa versão para aula, numa versão literária, ou numa versão curta para apresentar a alunos”. Não valia a pena.

Eduardo Jorge Madureira Lopes

Eduardo Jorge Madureira Lopes

11 outubro 2026