Depois da tragicomédia na arena nacional, com polémica acesa num autentico” vandalismo institucional, cabala” e terrorismo verbal aos olhos dos portugueses, veio o resultado dos testes de Pisa aos alunos das nossas escolas: uma verdadeira homenagem aos professores da “geração mais qualificada de sempre”. Ficámos todos deslumbrados, regressando ao nível de mais de vinte anos para trás. Logo se debruçaram os nosso intelectuais e jornalistas a filosofar sobre razões, factores, causas e consequências, rumo ao futuro coberto e encoberto de IA no horizonte.
Uma verdadeira catástrofe sobre as nossas escolas, e índice de um futuro muito perigoso, que se reveste de muitas cambiantes e consequências dramáticas. Se um japonês, ao fim de oito anos tem de conhecer 2000 caracteres da sua língua, ideográfica e simbólica, que só então o capacita a ler um jornal, que diremos dos nossos alunos com um desempenho linguístico tão rudimentar,num léxico, plástico, poético, simbólico, de semântica e gramática complexa? Quais as causas e consequências?Estarão apenas no nível socio-económico e património cultural de algumas famílias, ou deficiência de professores nas escolas?
Sem dúvida um tema que exige séria reflexão, quando ,com tanta contestação ao processo de avaliação digital dos alunos, se pôs em causa o Ministro da Educação e professores. Mesmo assim, ainda houve mais entradas de alunos e novas universidades, num pais que se preocupa mais com “doutores” do que candidatos a escolas politécnicas e profissionais,ou de maçons na construção civil. Será um problema de lexia, dislexia ou de aliteracia disfuncional, disfórica ou disruptiva?
Alheios aos grandes problemas das pessoas na carestia de vida e inflação galopante, com subida de impostos, segundo um relato de Economia, estamos entre os os países com “maior percentagem de automóveis do mundo”, no sei se em sinal de pobreza ou de riqueza… já sem espaços para estacionamento nas grandes cidades.
Visto assim, com grandes polémicas parlamentares, talvez pouco atentos aos dramas de povos em guerra e discutindo questões de fogos cruzados, ideologias pouco consistentes, temos um novo ano de trabalho, onde se perfilam algumas nuvens num céu carregado de incerteza e desafios, que nos devem pôr de sobreaviso nos passos e compassos que sentimos.
Estaremos conscientes dos tempos que vivemos, das encruzilhadas em que nos metemos/meteram e dos avisos que ouvimos, tornando-nos mais proativos e conscientes nas fraquezas que mostramos num mundo cada vez mais exigente e intransigente, mau grado os desvarios que cometemos?
Assim o espero neste país de tanta presunção pelintra e engravatada que é o nosso signo mais tétrico e de horizontes limitados numa Europa doente, que criou uma Nomenclatura para se defenderem alguns, sem contemplação pelos incautos. Até quando?!