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É essencial atacar os fogos logo no início

As causas habituais dos incêndios). Este verão de 2026 apresentou-se, logo de início, bem quente e seco e… fácil de adivinhar, em breve começaram a ser ateados os incêndios “do costume”. Fruto, na maioria, de criminoso fogo-posto, encomendado ou não; ou de negligência grosseira e indesculpável, o que é quase equivalente. Num raro caso ou outro, a origem foi algo que antes quase ninguém sabia que havia, o prodígio das chamadas “trovoadas secas” (i. e., o cair um raro e forte relâmpago isolado, antes de começar a chover, ou sem que chova, mesmo).

Os bombeiros e Forças Armadas deviam ter condições de atacar todos os fogos, logo no seu início). E isto, gaste-se o que se tiver de gastar. Quer na compra de muitos novos aviões e helicópteros; quer no recrutamento de soldados (que no resto do ano até podiam estar vocacionados para descanso ou para o ordinário serviço militar); quer na contratação de mais bombeiros. Tem de haver verbas para tal. E que elas sejam desviadas das já consignadas para dispensáveis, suspeitas e gigantescas bases de dados de I. A.; de TGV's; de aeroportos no Tejo; de pontes e auto-estradas supérfluas. Extinguir os incêndios no seu início, é fácil e poupa rios de dinheiro a todos.

A função principal das Forças Armadas é a defesa do Povo e do Território). Ora o nosso Povo e Território são provocatória e vilmente atacados todos os santos anos, pelas mesmas quadrilhas mais ou menos informais de incendiários (com frequência servindo estratégias alheias e inconfessáveis). Daí que, em vez de os nossos escassos meios militares andarem por esse vasto Mundo, ao serviço de terceiros (seja na Rep. Centro-Africana, na Roménia ou na Lituânia), atentos a guerras que nada têm a ver connosco (nas quais, por isso, a Neutralidade é a posição adequada), esses meios militares deviam era ser chamados à Pátria (hoje tão pequenina aliás, em relação ao que foi, ainda há uns meros 51 anos atrás, em 1975…). Hoje, não é nesses lugares distantes, na África e Europa de Leste, que os verdadeiros interesses e bens portugueses são anualmente atacados e destruídos (pelo fogo, essa “arma” descoberta na Pre-História). É aqui mesmo, dentro de fronteiras; desde o nosso prodigiosamente belo Interior, ainda cheio de Biodiversidade… até lugares tão inesperados como foi, em 1988 (no hebraico consulado de Nuno Abecassis), o próprio centro de Lisboa. E além dos incêndios há até raras tempestades, como a que há meses arrasou o distrito de Leiria. Nestes graves ataques ao Interesse Nacional, o comando deve pertencer ao Exército, com novos corpos especializadíssimos, os quais, apoiados nos conhecimentos locais dos Bombeiros e populares, estejam preparados para eliminar a ameaça do Fogo, logo nos minutos iniciais. Basta a coordenação Exército-Força Aérea-Bombeiros.

Fui ao terreno, avaliar o desastre). No brutal incêndio que, em Julho-Agosto assolou o extremo-norte da Terra Quente, entre Valpaços e o norte de Mirandela (zonas que conheço bastante bem) foram contabilizados 14 mil hectares ardidos (o hectare é um quadrado de 100mts por 100mts, mais ou menos 1 campo de futebol); portanto, 14 mil campos de futebol! E não foi nalguma alta serra, perdida nas Beiras, já cheia de infestantes eucaliptos… Foi em zonas nobres de paisagem, um mosaico de vinhas, olivais, pastos, pinhais com sobreiros e grandes pedras graníticas espalhadas, refúgio de uma Fauna e Avifauna que agora desapareceu por largos anos. Mas fui ao local, e constatei a devastação: no ponto principal, 10 kms. seguidos todos queimados, especialmente nos vales do Rabaçal e do Tuela. Até perto de Torre de D. Chama.

Dias depois, outro “trabalhinho metódico”). Com idênticas (ou ainda melhores) características de Natureza e Biodiversidade, foi depois atacada a zona de Moncorvo (ocidental) e partes do sul do concelho de Carrazeda de Ansiães (no alto Douro). O fogo destruiu mais de 4 mil hectares em Castedo, Cabeça Boa, Lousa, Vilarinho da Castanheira (90%), Pinhal do Douro, Coleja, Seixo de Ansiães… O pessoal de V. da Castanheira queixa-se da ineficácia dos 4 meios aéreos (com o Douro e o Sabor ali ao lado); da utilização de veículos que não passavam nos caminhos; da proibição de os locais acederem aos seus terrenos, onde havia animais, máquinas, armazéns.

A “psicose de Pedrógão”). Depois dos 150 mortos nos 2 grandes incêndios de 2017, aumentou a tendência de os bombeiros e Pr. Civil às vezes “deixarem arder” e preocuparem-se (e bem) sobretudo com a segurança de pessoas e casas. É pouco, contudo. E houve novos fogos, em Arouca, P. de Lima, P. da Barca, Vinhais (PN de Montesinho), S. Tirso, Valongo… Apesar destas evidências (e dos tiros e assaltos em Lisboa e Porto), ver o nosso PM, que até é transmontano de pai e mãe, a dizer que o ministro Neves é “excelente”, não tem fácil explicação…

Eduardo Tomás Alves

Eduardo Tomás Alves

8 setembro 2026