Hoje assinalo um regresso feliz, por diferentes razões, a este espaço de opinião. A pausa significou um afastamento temporário, já habitual, na relação estreita que existe entre mim e os seguidores dos artigos. O essencial que tem norteado a minha escrita mantém-se, sempre com o SC Braga em primeiro plano.
A época atual já vai longa e ainda agora começou, porque o calendário em Braga volta a ser apertado na presente temporada, como resultado de mais um apuramento europeu conseguido, desta vez para a fase de liga da UEFA Conference League. É a estreia dos Gverreiros do Minho nesta fase da competição, onde o seu estatuto os coloca com a obrigação de procurar o apuramento direto para a fase a eliminar. Contudo, convém sublinhar que os estatutos não jogam, nem ganham, mas ajudam a criar uma visão diferente sobre o SC Braga vinda de fora. Agora já não se ignora a presença bracarense nas diferentes competições.
O calendário denso obriga a um plantel com qualidade e quantidade suficientes, de modo a permitir ao Mister Carlos Vicens uma gestão cuidada dos seus atletas.
O apuramento na UEFA Conference League foi conseguido após a superação consecutiva de FK Železničar Pančevo, da Sérvia, Dínamo de Minsk, da Bielorrússia, e Áustria de Viena, obviamente da Áustria. O primeiro objetivo da época, de apuramento para a fase de liga, foi atingido com um total de oito golos marcados, que nem parece excessivo para os seis jogos realizados, e zero golos sofridos, número que parece demonstrar uma solidez defensiva baseada em processos trabalhados pelo grupo bracarense.
O poder ofensivo pode ganhar nova dimensão com a recuperação efetiva de Wind, o regresso de Ricardo Horta e a integração plena de Milosevic. Os números da defesa ajudam bastante à consolidação de Bernardo Fontes no posto de sucessor de Lukas Hornicek, que, entretanto, rumou aos ingleses do Newcastle.
Internacionalmente, o SC Braga vive um momento feliz e o sorteio, simpático em quase tudo menos nas deslocações, criou boas condições para uma boa performance.
Na Liga Portugal, o SC Braga entrou no ímpar dérbi do Minho, que supera largamente a definição de clássico, no fundo da tabela, com apenas um ponto, uma vez que apenas tinha um jogo disputado, ao contrário de outros competidores com três ou quatro já realizados. Isto pouco dizia ao grupo de trabalho, porque existe uma consciência do valor atual do conjunto de Carlos Vicens e do trabalho que está em processo de consolidação, uma vez que esta é já a segunda temporada do técnico espanhol em Braga.
A Pedreira engalanou-se para ser o palco do duelo secular entre bracarenses e vimaranenses. Porém, neste estádio, o saldo é francamente favorável ao SC Braga, pelo que se torna, por vezes, difícil de entender o otimismo desmesurado do lado oposto.
Gverreiros e Conquistadores proporcionaram um jogo emotivo, nem sempre bem jogado, mas com emoções a transbordar todos os limites quando surgiu o golo que decidiu a partida, marcado por Diego Rodrigues, com ligações passadas à equipa de Guimarães. Foi um regresso feliz na Liga Portugal, que carece de confirmação futura.
Uma nota final positiva para a substituição do árbitro Luís Godinho, cuja nomeação fora insensata, por André Narciso, e negativa para a manutenção de Rui Costa no VAR, ele que, ao longo dos tempos, tem acumulado episódios negativos, sempre com prejuízo para os lados de Braga.