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Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém!

 


 

Para se reflectir nas férias: nenhum observador social e político, minimamente informado, discernido e consciente, tem dúvidas que Portugal está numa grande encruzilhada. Os problemas são mesmo muitos e foram se acumulando ao longo das sucessivas governações neo-socialistas. E agora como resolvê-los? Não estou a ver uma saída fácil do emaranhado em que o país está metido. É preciso fazer mudanças significativas e severas. O certo é que com estes políticos, que estão nas lideranças dos partidos da oposição, talvez exceptuando-se o IL, o país não vai lá. Os líderes são muito fracos e já cheios de berbicachos nos seus currículos políticos.


 

1 - Não custa nada perceber a situação nacional. Ou há, repito, mudanças nas políticas ou os problemas agudizar-se-ão. Manter tudo na mesma, nem pensar. Essa política do “tudo na mesma” já deu o que tinha a dar. E os resultados estão bem à vista de todos. Há, portanto, que agir com prudência, é certo, mas agir. Agir com segurança e com respeito pelos contribuintes e pelas empresas, mas agir. Agir com discernimento e com “austeridade”. Sim, com austeridade. Eu sei que austeridade, nas consciências dos apaniguados da distribuição gratuita e dos demagogos dos 10 euritos, é uma palavra maldita que foi endemoninhada do glossário político esquerdista. Sei, contudo, que a austeridade é fundamental para corrigir desvios eleitoralistas, comportamentos demagógicos e acções inconsequentes. Caso contrário, o país ficará irremediavelmente para trás, de cabeça perdida e, obviamente, de mão estendida. 


 

2 - É preciso tomar medidas duras e ter muita coragem para as incrementar. É preciso teimosia e não ceder a interesses de qualquer clube lobbysta. Recordo, a este propósito, as palavras de Manuela Ferreira Leite que defendia, em tempos, que era preciso suspender a “democracia” por um bom período para organizar o país; para colocar ordem na “coisa pública”; para pôr o país a funcionar. Não defendo inteiramente este ponto de vista, mas estou lá perto. O que eu sei é que se não se inverter a trajectória política e económica do país, o descalabro chegará com as consequências sociais que todos, mas todos, sabemos. Ou seja, mais endividamento e dificuldades sociais acrescidas. É isto que o país precisa? É isto que o país quer?!


 

3 - Não custa nada perceber que o país não está bem na Economia, nas Finanças, na Saúde, na Educação, na Justiça, na Segurança. O país não está bem nas condições de vida dos portugueses. Há muita pobreza e desigualdades inaceitáveis. O futuro estável está longe de estar construído. Com esta oposição, a solução que resta é deixar “o Luís governar”.


 

4 - Na mediocridade político-partidária caseira, destaca-se pela positiva, pela coragem com que enfrenta as dificuldades e pela visão reformista que quer incrementar, o líder do PSD, Luís Montenegro. Sem dúvida é o que escapa e é o melhor para governar o país. O líder do PS, JLCarneiro é demasiado frouxo para assumir com seriedade a condução dos portugueses. É um líder a prazo e não tem novidades para apresentar. Esteve no desgoverno de Costa e deixou uma pegada de sarilhos que obsta o normal funcionamento dos serviços públicos, destacando-se a imigração de portas escancaradas que esteve sob a sua tutela directa. É um político falhado, inconsequente e sem memória. A imigração deu-lhe motivos suficientes para pedir perdão pelo mau desempenho que teve. André Ventura, um líder não confiável, com tiques extremistas notórios, de esquerda e de direita, demasiado barulhento, rodeado de uma claque pouco atractiva e muito menos sabida. Faz da incoerência a sua táctica para um dia poder concretizar a sua ambição desmedida. Não vai chegar ao poder por certo. Nem pode lá chegar. Que desastre!

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

12 julho 2026