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Ganhar ou perder o país, esta é a questão!

 


 

 


 

Neste momento, o país debate-se com duas linhas de acção e de desenvolvimento. Uma, acirrada, quer que fique tudo na mesma; a outra quer promover reformas para criar novas oportunidades, de forma a tornar o país mais competitivo, mais arrojado e mais produtivo.


 

1 - É tudo uma questão de sensatez e de inteligência. De sagacidade e de se olhar a realidade com responsabilidade. Só que a partidarite lusa tem destas coisas. Quando tudo apontava para se sair do atoleiro da estagnação e seguir em frente (com reformas), há sempre quem arranje imbróglios que não lembram sequer ao diabo para impedir as mudanças necessárias. 

A democracia, o bombo de festa nestas ocasiões e com costas largas para justificar condutas e decisões dúbias, inconsistentes e mesmo retrógradas, não tem culpa nenhuma das tramóias que engendram. O imobilismo, típico da ala sinistra e “cheguista”, está provado, só garante atraso social, económico e, claramente, baixa perspectiva ao nível da competitividade. Daí, vêm os salários mínimos, e outros a tocar neste, que vão perdurar e servir de enfoque aos arautos das desigualdades. É este cenário de forte crispação social e política que desejam para abrir a boca com denúncias ilusórias, mas bem troadas. O certo é que com salários nivelados por baixo o país não arrancará e a vida de quem os recebe continuará a sentir todas as dificuldades no quotidiano. Aumentar os salários por decreto, o que seria fácil, não cabe numa economia de rigor e de seriedade. Os salários aumentam-se com produtividade e com crescimento económico. 


 

2 - São sempre os mesmos a colocar pedregulhos na máquina obsoleta do Estado. As Centrais Sindicais, (CGTP e UGT) fossilizadas e desligadas da modernidade são um entrave claro ao desenvolvimento. O imobilismo das Centrais, hoje reduzidas à expressão mínima de militância obreira, arroga-se em querer estagnar o país contra todos os ventos que sopram do lado do progresso e das sociedades desenvolvidas. A verdade é que lá vão conseguindo fazer recuar a economia, empobrecer os trabalhadores, retirar energia e garra às empresas e solidificar uma cultura laboral de baixa produtividade. Estas tristes realidades fazem divergir o país, cada vez mais, do ritmo competitivo dos nossos parceiros europeus.


 

3 - Governar este país, com as actuais “elites político-partidárias” da oposição, não é mesmo coisa fácil. O país merecia líderes corajosos e responsáveis. Disponíveis e com sentido de Estado. Líderes capazes de entender a realidade que existe. Pelo contrário, ficaram todos garbosos pelos resultados obtidos com as “lutas” das forças sindicais imobilistas que querem impedir o natural arejamento da economia e o andamento seguro em direcção à modernização e ao progresso. Até fizeram festa com choro à mistura. Como resultado óbvio, a economia não pode produzir melhores salários e os jovens qualificados continuarão na debandada para onde pagam salários decentes. A precariedade e a estagnação serão a nota dominante do país. As hipóteses de se alinhar o desenvolvimento pelos padrões europeus será uma mera ilusão.


 

4 - É sabido que Portugal desceu três posições no índice da competitividade mundial. Passou de 37.º para 40°. o que revela um dado significativo no futuro equilibrado do país. Perante esta descida, o governo quer e tem a obrigação de tomar medidas severas (reformas) para se evitar a constante degradação social e económica do país. 

Será que as forças do imobilismo nacional não entendem a leitura explícita do ranking de competitividade?

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

5 julho 2026