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Envelhecimento saudável

Faço parte de um grupo de amigos, onde, apenas um, ainda não é octogenário; e mais bonito e curioso quanto baste, é que todos gozam de saúde e de independência física e mental.

E esta realidade não tinha evidência nos meus tempos áureos de criança na aldeia onde os velhos (octogenários) se contavam pelos dedos de uma só mão; e nem todos usufruíam de condições aceitáveis de saúde, onde a independência de ação era muito precária e abrangente.

Pois bem, dados recentes de um estudo do Eurostat, confirmam que o nosso país é um dos membros da União Europeia (EU) onde homens e mulheres vivem menos tempo livres de qualquer incapacidade ou limitação) e atrás de nós apenas a Dinamarca, a Letónia, a Finlândia e a Eslováquia se enfileiram.

E fácil é vermos que a nossa população idosa nem toda goza de bom nível de envelhecimento saudável a que não são alheios fatores educacionais e socioeconómicos; e esta evidência tem expressão bem visível no dia-a-dia de qualquer cidade mais populosa e de níveis culturais e económicos satisfatórios.

Agora, para além das boas condições físicas e mentais, o envelhecimento saudável prescinde do convívio social, do usufruto de espaços e paisagens públicos e de uma constante atividade intelectual e, muito importante, onde se exige a leitura, a troca de argumentos e decisões e o recurso a práticas usuais de fazer palavras cruzadas, charadas, sudocus e outros passatempos que obriguem a pensar, raciocinar e concluir.

Então, até de hoje a oito.

Dinis Salgado

Dinis Salgado

17 junho 2026