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Avaliação da formação

artigo de opinião de hoje visa fazer uma avaliação da formação bracarense na temporada que ainda não terminou para todos os escalões.

Como ponto de partida, sublinho que a formação deve ter sempre como objetivo primordial a colocação de jogadores na equipa principal do SC Braga, sem desvalorizar os resultados positivos.

A formação deve manter um fio condutor entre os vários escalões e a equipa principal. Não me parece fundamental que exista um modelo único transversal a toda a formação, embora isso se torne mais relevante na equipa B, que antecede a equipa principal. Ainda assim, é desejável que exista uma articulação vertical entre os diferentes escalões e a equipa A, onde todos os jogadores sonham chegar, embora muitos não consigam concretizar esse sonho. A vida é assim mesmo, feita de sucessos e insucessos, devendo cada um de nós estar preparado para ambas as situações.

O escalão de Sub-15 apresenta até ao momento um bom desempenho, estando ainda matematicamente na luta pela conquista do título de Campeão Nacional. O pódio pode ser uma realidade alcançável, mesmo depois da inesperada derrota caseira frente ao Sporting CP. As primeiras jornadas da fase de apuramento de campeão custaram pontos, cuja perda agora se lamenta. Mesmo sem se conhecer ainda o desfecho final, o balanço deste escalão é positivo e valida o trabalho desenvolvido.

A equipa de Sub-17 terminou no último lugar do pódio, perdendo uma posição com o empate na penúltima jornada. Tal como o escalão precedente, esta equipa iniciou de forma negativa a fase final da competição e perdeu demasiados pontos nessa fase, restando ao SC Braga a consolação do lugar alcançado.

A equipa de Sub-19, que há duas épocas conquistou o título de Campeão Nacional sob o comando de Pedro Pires, teve uma primeira fase para esquecer, uma vez que não conseguiu garantir um lugar na discussão do título nacional. A segunda fase resultou num primeiro lugar na fase de manutenção, mas, ainda assim, a época deve ser considerada negativa. Tal como noutros escalões, a equipa contou com vários jogadores a competir em níveis superiores, o que acabou por ter um custo indesejado.

A equipa de Sub-23 realizou uma temporada globalmente fraca e bastante irregular. Esteve presente na fase de apuramento de campeão, mas nunca foi um verdadeiro candidato à conquista da competição. Findo o campeonato, a Taça Revelação acentuou o fracasso, com uma eliminação prematura que impediu a disputa do troféu, entretanto conquistado pelo Gil Vicente. Curiosamente, os gilistas nem sequer disputaram o título nacional e acabaram por vencer a taça do escalão, numa situação com algumas semelhanças à conquista da Taça de Portugal pelo Torreense.

A equipa B foi, de todas, a que apresentou piores resultados. Partindo com legítimas ambições de disputar a subida, terminou fora dos quatro primeiros lugares e, pior ainda, acabou por descer ao quarto escalão do futebol português. Foi demasiado negativo o que se observou de fora e é agora tempo de preparar o regresso à Liga 3, tarefa que se adivinha complicada, mas alcançável.

De um modo geral, a época foi negativa, o que levou os responsáveis bracarenses a introduzirem mudanças na estrutura existente. Naturalmente, nestes processos acabam por ocorrer algumas injustiças, mas o balanço global exigia alterações que possam conduzir a um futuro mais risonho.


 


 

António Costa

António Costa

12 junho 2026