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Pobre democracia

 

 

Mais uma descoberta de corrupção a alto nível: o assessor de José Luís Carneiro está implicado até ao pescoço em caso ou casos de corrupção. Vamo-nos habituando a encarar estes casos com alguma normalidade e, assim e aos poucos, o charco torna-se cada vez menos transparente e concluímos que pouca água limpa haverá no lago político. Não queríamos crer que assim é, mas a facilidade como os casos aparecem, começamos a duvidar que haja cada vez menos um menor número de políticos limpos. As personalidades envolvidas aumentam e estes grandes senhores ficarão marcados por práticas de atos ilícitos, mas é inegável, fica a democracia menos credível. Os detratores da democracia trincam esta carne conspurcada como carne podre e têm razão, porque um país que prende um primeiro-ministro, ou este e aquele autarca por atos desviantes, não é, na verdade, um país podre mas sejamos sinceros, cada vez mais estas coisas cheiram a podre. E vem logo à discussão o que aconteceu com os democratas da Primeira República e, com a lupa aumentada de mal dizer, julgam os do passado com os de agora; apanham-nos e amassam-nos no mesmo juízo afirmando, são uns corruptos. E esta ideia está a avolumar-se de tal maneira que não nos resta senão baixarmos cabeça em sinal de rendição. Estes corruptos são os inimigos número um da democracia, são os maus filhos de deslustram a família e é preciso que a lupa partidária se não esqueça de os expurgar das sua listas e a justiça dos tribunais de os punir com mão pesada. Poderiam ser acusados de escola de formação em corrupção dos jovens militantes dos seus respetivos partidos. Pelo menos dever ser-lhes retirado o direito de eleger e ou ser eleito, numa castração radical democrática. Porque esta é a primeira vítima, parece-me que a Constituição Política Portuguesa deva ser alterada neste sentido. Não devem estes corruptores ter qualquer cargo onde possam prevaricar, caso contrário estaremos sempre a tentar parar a água da levada com os dedos. Sempre ela galgará as mãos. Faz-me lembrar aquela mulher que sempre foi solteira porque sabia que não podia ser fiel.



 

Paulo Fafe

Paulo Fafe

8 junho 2026