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O “sonho” do Luís!

 


 

 


 

O homem sonha, Deus quer, a obra nasce”. - (Fernando Pessoa - expoente da poesia lusa) 


 

1 - E não é o sonho que comanda a vida dos destemidos?! Não é o sonho que rasga horizontes?! Não é sonho que faz o mundo pular e avançar?! Neste transcendental desígnio divino, estou de acordo com Luís Montenegro que, sem vacilar, sonha ter, na próxima legislatura, uma maioria absoluta. Vai, com certeza, pugnar por essa oportunidade (sonho) para governar com estabilidade, condição fundamental para o desenvolvimento e coesão do país. Mostrará também todo o seu potencial como governante, o que significa muito simplesmente: eu sou capaz de conduzir o meu país com qualidade para a dimensão sonhada: o desenvolvimento sustentável e dar uma qualidade de vida melhor aos portugueses.


 

2 - É preciso mesmo mudar a caminhada trôpega do país. Disso, não restam dúvidas. Cavaco Silva colocou a economia na convergência europeia. Soube aproveitar com inteligência e sentido de Estado os fundos da UE. Depois do seu governo, com Guterres, a estagnação económica instalou-se e cristalizou-se, não dando hipóteses ao país para afirmar todo o seu potencial natural e humano. É preciso mudar (reformar) com determinação e com visão para se vislumbrar um outro horizonte. Um horizonte mais transparente. Mais descomplexado. Mais profícuo para se construir, em segurança, um outro futuro. Já se perdeu tempo demais em joguinhos políticos entre Poder e Oposição. O país tem mesmo de avançar em direcção ao futuro. 

Quando o primeiro-ministro afirma que sonha com uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, essa possibilidade pode muito bem acontecer. E eu acredito que sim, basicamente, por três razões óbvias: porque o povo eleitor está saturado de votar para nada; porque é necessário e imprescindível uma maioria qualificada para se sair do pântano económico e social; porque esta oposição tem pautado a sua acção numa afronta directa e sistemática a um governo que tenta colmatar os erros de um legado desastroso deixado pelos neo-socialistas. Como remate, é imperativo e exigível virar a página da estagnação crónica.


 

3 - Está demonstrado pelo tempo político e pela realidade social, que governar com maioria relativa é muito problemático para o próprio governo. Mas, ainda é mais problemático para o país, e claro, para a vida das pessoas e para a consolidação das empresas que vêem sempre no horizonte político um cenário toldado de instabilidade que é a condição mais excelente para afastar o investimento. Governar com maioria relativa só é bom para a oposição. Dá-lhe visibilidade e nervo. Daí, não servir para mais ninguém. No meu ponto de vista, não deveria haver governo, sem que tivesse garantido condições de governabilidade. Ou seja, uma maioria absoluta de um só partido ou de uma coligação pré-eleitoral. 


 

4 - As razões para se defender uma maioria absoluta são mais que óbvias. Em primeiro lugar, existe estabilidade, previsibilidade e possibilidade de se fazer reformas; em segundo lugar, o governo não estaria atado, nem sujeito às birrinhas de uma oposição que só quer conversa e emperrar o funcionamento normal do governo e das instituições; em terceiro lugar, e muito importante, o governo tinha que responder por inteiro, e só ele, pela governação. Não tinha hipóteses de inventar desculpas para justificar o insucesso ou o incumprimento das promessas feitas. Obrigaria também o governo a ser muito rigoroso e exigente para poder voltar a ter todas as condições para uma reeleição. Concomitantemente, o eleitor sabia bem quem tinha falhado e a resposta estava dada por natureza. Ou seja, nesse partido não votaria, com certeza, nas próximas eleições. Isto quer dizer que haveria consequências para o bom ou mau desempenho.


 

Adaptando o pensamento pessoano: o Luís sonha, Deus quer, o país se desenvolverá! Nem mais!


 

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

7 junho 2026