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Destaques da época

O artigo de hoje pretende avaliar os maiores destaques positivos e negativos observados sob a liderança de Carlos Vicens no SC Braga. Esta análise será feita por setores da equipa.

A baliza esteve maioritariamente entregue a Lukas Hornicek, que se afirmou como um valor muito importante. Pelo posto passaram os quatro guarda-redes do plantel, sendo a estreia de João Carvalho, na última jornada, um prémio pela evolução de um jovem que já estivera no banco da seleção principal sem nunca ser utilizado. Neste setor específico, Tiago Sá mostrou ser um elemento muito importante do plantel, pois sente e vive o SC Braga como qualquer adepto fervoroso. Já o marroquino Alaa Bellaarouch tem a porta de saída bem aberta, uma vez que nunca se percebeu a sua contratação.

A zona central da defesa é, habitualmente, o calcanhar de Aquiles do conjunto bracarense. O maior destaque vai, contudo, para o sueco Gustaf Lagerbielke, cujo desempenho foi premiado com a presença no Mundial 2026. Este setor registou, ao longo da época, várias adaptações, como nos casos de Vítor Carvalho ou Gabriel Moscardo, em função das lesões de Niakaté, Barisic e Mbi. Neste setor, Paulo Oliveira revelou-se um bom profissional sempre que foi chamado.

Nas laterais, o maior destaque foi Víctor Gómez, que integrou o melhor onze da Liga Europa e esteve na recente lista alargada da seleção espanhola para o Campeonato do Mundo. O valor do lateral faz dele um sério candidato a uma futura utilização regular em La Roja. No lado oposto, Lelo ficou aquém do que prometia quando chegou a Braga, carecendo de uma época de plena afirmação.

No meio-campo concentrou-se o maior número de jogadores do plantel, o que levou à adaptação de alguns elementos a outras zonas do terreno, como já referido no eixo defensivo, ou no caso de Zalazar, que ocupou preferencialmente a faixa direita, onde apresentou um rendimento elevado. Houve também tempo e espaço para confirmar a utilidade da classe de João Moutinho, que conduziu à renovação do seu contrato, bem como a afirmação de Gorby, aposta consistente de Carlos Vicens. A utilização intermitente de Diego Rodrigues e de Florian Grillitsch — este último com presença na seleção da Áustria do Mundial — foi condicionada por inoportunas lesões, o que abriu espaço ao turco Tiknaz, em plena afirmação e já estreado pela seleção do seu país. Resta agora perceber o desempenho dos “mundialistas” no evento que se avizinha.

A frente de ataque revelou um Pau Víctor a corresponder às expectativas que sobre ele recaíam, mesmo sob a pressão constante da imprensa da especialidade, sempre pronta a recordar o valor da sua transferência para a Pedreira. Já Fran Navarro e El Ouazzani parecem ter pouca margem de continuidade, face ao seu baixo rendimento global, pelo que não surpreenderá uma eventual saída de ambos. Na minha avaliação, a maior desilusão da época foi Mario Dorgeles, sobre quem existiam expectativas elevadas que não se confirmaram. Espera-se que a sua tenra idade ainda lhe permita afirmar-se futuramente em Braga.

O jogador mais diferenciado do plantel pelas suas características foi Gabri Martínez, nem sempre apoiado como devia, mas sempre desejado quando esteve ausente. Por fim, o capitão Ricardo Horta é um nome ímpar da história bracarense e o maior farol a brilhar na Pedreira, sobre quem recaiu o cruel afastamento da seleção nacional, sabe-se lá sob que influências.


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António Costa

António Costa

4 junho 2026