twitter

Os Bancos devem…

 

 

Os bancos, ou melhor dizendo, a estrutura bancária está em pânico com a IA. E com eles os seus clientes. Começaram a temer pelos seus depósitos, outros pensam em como podem acautelar os ganhos dos seus negócios; começa a estabelecer-se um clima de dúvida sobre a segurança dos depósitos bancários. Quem responde pela sua segurança? Os Estados, mas quem defende o estado das investidas da Inteligência Artificial? Voltaremos à troca direta: um cabrito troca-se por duas camisolas interiores? Se a moeda não vale nada, ou poderá vir a ter a curto prazo um preço de dúvida, como é que a nossa sociedade vai organizar-se no que diz respeito aos investimentos, às poupanças? Não serve esta reflexão para provocar alarmismos, mas a verdade é que compete aos bancos vir a público e dizer: sosseguem porque já temos defesas informáticas contra a IA. Se isto é um “veneno”, há que encontrar-lhe o antídoto. Sem esta declaração, que servirá deitar água fria na panela que começa a ferver, pode vir a dar-se uma corrida aos bancos, levando-os à falência e promover o cidadão a bancário dos seus réditos? Quantas insolvências vão aparecer? O futuro será uma enorme incógnita e ninguém de senso reto poderá alvitrar uma solução viável. E não será um simples mal-estar momentâneo, apresenta-se-nos como uma chaga crónica ou pelo menos um mal de imprevisível duração. Está a começar e já experimentamos medo. Temos que ir pedir financiamento ao senhor que tem uns dinheiros disponíveis e isto, sabe-se por experiências do passado, deu lugar à agiotagem com juros incomportáveis. Os especuladores que ganham com as aflições dos outros estarão ali, às vezes ao sair da soleira da porta de casa. A IA é a bomba atómica dos nossos tempos e, ou os bancos estudam modos e meios de nos sossegar, ou então isto vai ser um desassossego generalizado. Acabaria, deste jeito, o dinheiro de plástico; diremos adeus às transferências bancárias, aos depósitos, aos levantamentos MB e por isso, e por causa disso, é o adeus ao “meu banco”. E estes deixarão de criar a riqueza dos banqueiros que terão certamente de se adaptar às novas situações criadas pela IA. Estamos a especular, evidente, nem somos vidente para afirmar seja o que for, mas as orelhas começaram a arder e o travesseiro não se cala. Se há grito que deve provocar eco, e este se repercutir de quebrada em quebrada, nós somos responsáveis, não se assustem. Mesmo assim é preciso demonstrar por A mais B de este responsabilização não basta por defeito e torna-se imperioso que os “sábios” da informática venham dizer-nos que os nossos dinheiros estão seguros , não vá repetir-se o que se passou com o BES que tanta gente graúda afirmou segurança dos depósitos e depois foi o que se viu com perdas enormes de alguns depositantes. As declarações de senhores de altos cargos são generalidades perigosas porque estão revestidas da autoridade do cargo, que não do saber específico.



 

Paulo Fafe

Paulo Fafe

18 maio 2026