Lamentavelmente, o mundo assiste, nestes dias que passamos, a duas guerras. E estas são iniciativa das duas potências mundiais mais poderosas: Rússia e Estados Unidos da América.
No primeiro caso, parece que a iniciativa do ditador do Kremlin saiu bastante frustrada, porque o seu intuito era, com a invasão da Ucrânia, realizar apenas uma “Operação Militar Especial”. Ou seja, pensava resolver os seus intuitos em pouco tempo, mas já lá vão quatro anos e não se vê que a questão encontre um fim próximo. É óbvio que o país invadido tem sido ajudado, na sua defesa, por vários países europeus e também pelos Estados Unidos da América. No entanto, o falhanço de perspectiva do principal promotor da referida operação especial é uma prova clara de que um ditador nem sempre acerta com fidelidade nos seus objectivos.
Por isso, quem governa nestes moldes deve rever as suas metodologias de acção, sabendo reconhecer os seus falhanços de perspectiva. Além disso, ter sensibilidade para o que a sua iniciativa já causou sob o ponto de vista humano. E não é necessário pensar nas mortes e estragos materiais do seu adversário. Primeiro, deverá reflectir sobre as baixas que já causou à sua própria sociedade, com a quantidade de militares russos que padeceram. As contas são bastante numerosas e, certamente, que muitíssimas famílias da sua pátria estão de luto com a morte de seus filhos ou parentes que pagaram com a vida a referida “Operação Militar especial”, arquitectada com aparente ingenuidade pelo senhor Vladimir Putin. Não se trata, repetimos, de poucos milhares: cerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou estão desaparecidos desde a invasão da Ucrânia. Estes números foram editados em fins de Fevereiro passado.
Mas há pouco mais de um mês, a mais rica potência mundial, actualmente dirigida pelo Presidente Donald Trump, iniciou uma guerra contra o Irão. Até ao momento, não se conhecem bem quais as consequências desta iniciativa. Mas todo o mundo, talvez com excepção do país atacado, deseja que tudo acabe em breve e que a paz volte a ser a situação que se imponha, a fim de que os efeitos da contenda não causem mais estragos humanos e de destruição de riqueza a um país e, ao fim e ao cabo, a todo o mundo, já que uma boa parte do petróleo mundial tem forte raiz iraniana.
Conseguirão os Estados Unidos resolver a situação sem muito mais operações militares? Estas sempre são causas de perdas de vidas humanas e materiais. E as autoridades iranianas serão capazes de entender que o encontro da paz verdadeira privará o seu país e as suas gentes de fortes mazelas sociais e de todo o tipo que, depois, tornarão muito mais árduo e complexo o regresso à normalidade da vida quotidiana?
É bastante difícil entender o que o Presidente Trump diz ou quer comunicar quando fala, discursa, ou dialoga, por exemplo, com os meios de comunicação social. Seja como for, o que se pretende sinceramente é que as suas recentes iniciativas bélicas não redundem numa situação de guerra destrutiva e implacável, que cause a morte de muita gente e destrua tantas realidades materiais que tornem difícil e dramática a vida de um país.