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Divagações de um cristão ingénuo

Estamos na semana de oração pelas Vocações.

Há vários anos que a Igreja preocupada com a falta de vocações para a vida sacerdotal e para a vida consagrada, promove uma semana de oração a pedir ao “Senhor da Messe “ que “envie trabalhadores para a sua seara”. Desta forma responde ao mandamento do Mestre e promove a sensibilidade dos cristãos.

É uma ótima iniciativa, é redundante dizê-lo.

Porém, penso que, sem duvidar do amor do “Senhor da Messe” é como procurar maçãs num pinheiro...

É que a meu ver a falta das ditas vocações é apenas uma consequência de um problema muito mais sério e profundo.

Pensemos...

Há vocações para o Baptismo?

Qual a razão pela qual grande parte dos pais ainda baptiza os seus filhos? É pela adesão a Jesus Cristo? Não. É pelo amor à Igreja e pela vontade em pertencer a uma comunidade de crentes? Não. É pela vontade de “nascer de novo” e “ser enxertado” em Jesus Cristo? Não.

E as perguntas podem continuar.

Qual a adesão dos jovens à Igreja depois das celebrações do Crisma, no fim de dez (10) anos de catequese?

Há vocações ao matrimónio? Algumas sim, mas a maioria dos jovens não entende e não assume o casamento como o Senhor de Jesus o propõe. “deixar pai e mãe unir-se à sua esposa e serão um só” Vivenciamos isso todos os dias.

O Santo Padre tem falado do fracasso da pregação e da catequese. Em vez de anunciar a Boa Nova a Igreja pregou os sacramentos e preparamos, ainda hoje, a catequese para os sacramentos.

O santo Padre convidou a mudar a catequese e a pregação. Trata-se, segundo ele, a Igreja se centra no anuncio da Boa Nova de Jesus

E isto é muito mais do que procurar de vocações, como quem procura vender um produto.

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Manuel Ferreira

22 abril 2026