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Segurança do doente: um compromisso diário

A segurança do doente é hoje reconhecida como um dos pilares fundamentais da qualidade em saúde. Mais do que um conjunto de normas ou procedimentos, trata-se de um compromisso diário assumido por todos os profissionais de saúde, instituições e cidadãos, com impacto direto na confiança da população e nos resultados em saúde.

Desde a correta identificação do doente à administração segura da medicação, passando pela prevenção de quedas, infeções associadas aos cuidados de saúde ou falhas de comunicação, a segurança constrói-se em cada decisão tomada. Este trabalho exige atenção contínua, espírito crítico e uma cultura organizacional centrada na aprendizagem e não na culpabilização.

Os profissionais de saúde desempenham um papel essencial neste processo. Há um trabalho de bastidores realizado, promovendo formação contínua, o trabalho em equipa e a comunicação eficaz entre serviços como determinante para reduzir riscos e evitar erros. Contudo, a segurança do doente não depende apenas de quem cuida. Os próprios doentes e familiares são parceiros ativos, devendo ser incentivados a participar, a colocar questões e a partilhar informação relevante sobre a sua saúde.

Investir em segurança do doente significa investir em qualidade, sendo necessário implementar boas práticas baseadas em evidência científica, analisar incidentes para melhorar processos e promover ambientes de trabalho seguros. Este investimento reflete-se não só na redução de danos, mas também na maior eficiência dos cuidados e na satisfação de todos os envolvidos.

Muitas das estratégias na segurança do doente são implementadas sem que os utentes delas se apercebam, integrados discretamente no funcionamento diário dos serviços de saúde. A colocação de uma pulseira de identificação sempre que é internado, a verificação sistemática da identificação do doente antes de qualquer procedimento (por exemplo colher sangue ou dar medicação), o uso de pulseiras com código de cores, ou a marcação do local onde vai ser operado, são exemplos simples, mas decisivos para evitar erros. Também práticas como a higienização rigorosa das mãos, a utilização de listas de segurança antes de procedimentos ou a padronização de equipamentos contribuem silenciosamente para reduzir complicações e infeções. Estas medidas, muitas vezes invisíveis aos olhos de quem recorre aos cuidados de saúde, resultam do trabalho contínuo das equipas e de uma cultura de segurança que privilegia a prevenção, garantindo que o cuidado prestado seja não só eficaz, mas também seguro.

Anualmente, no dia 17 de setembro, a Organização Mundial de Saúde, propõe que seja assinalado o Dia Mundial da Segurança do Doente, no sentido de alertar os profissionais de saúde, as instituições e os próprios utentes para que a Segurança do Doente seja um compromisso de todos.

Promover a segurança do doente é, acima de tudo, reafirmar o valor da vida, do respeito e da confiança.

A sua segurança é o nosso compromisso, todos os dias!

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Sílvia Oliveira

18 abril 2026