O SC Braga regressou às competições em que está envolvido. Primeiro foi a deslocação a Moreira de Cónegos, para um duelo entre clubes de boas relações, antes do regresso à Liga Europa. O jogo revestia-se de grande importância para consolidar o confortável quarto (lugar) em que os bracarenses se encontram, uma vez que, do atual Minho vigoroso, emergem as lutas com FC Famalicão e Gil Vicente FC, que ameaçam prolongar-se na disputa pelos lugares europeus ainda disponíveis.
Obviamente que, em teoria, Fafe e Torreense podem ocupar uma das vagas para as competições da UEFA da próxima temporada, ainda que não sejam favoritos à conquista da Taça de Portugal, competição em que um destes clubes tem presença garantida na final.
Admitindo que a normalidade prevalece e que FC Porto ou Sporting CP conquistam a Taça de Portugal, o quinto lugar continuará a dar acesso ao apuramento europeu, mais concretamente à Liga Conferência. Para já, mantém-se em aberto a possibilidade de o SC Braga chegar à Liga dos Campeões através da Liga Europa, mesmo sendo esse um caminho montanhoso e de difícil superação. Seja como for, o Minho terá, ao que tudo indica, três clubes nas seis primeiras posições, garantindo assim o respetivo apuramento para a Taça da Liga. Admitindo que esta reta final confirma as atuais classificações de SC Braga, FC Famalicão e Gil Vicente FC, fico curioso para perceber como a Liga Portugal irá resolver a situação de não ter o atual Campeão de Inverno na defesa do título que ostenta. Será necessária imaginação para contornar este cenário. Para já, estamos ainda no domínio da especulação futurista, pelo que valerá a pena regressar a este tema em momento oportuno.
Voltando à liga portuguesa, o SC Braga deslocou-se ao reduto do Moreirense, onde contou com um apoio incrível dos seus adeptos, que se mobilizaram em grande número, tal como previ antecipadamente. O minuto 21 assinalou o ano oficial do nascimento bracarense, e a homenagem coreográfica na bancada foi simplesmente sublime. Dali resultaram imagens belíssimas que, por certo, chegaram aos mais variados cantos deste mundo redondo.
Pouco tempo depois dessa coreografia, que deixou admirados os adeptos locais, surgiu o golo decisivo do encontro, que marcou o regresso de Fran Navarro à sua capacidade de decisão. Estava conquistada uma vantagem preciosa, que o coletivo bracarense soube preservar, até porque o “cónego” André Ferreira não se mostrou nada colaborante na ampliação do resultado para números mais confortáveis, que os arsenalistas justificaram. Da ressaca do encontro fica, sobretudo, a imagem do imenso apoio braguista no estádio, que ajudou a equipa de Carlos Vicens a somar mais um triunfo.
O caminho para Istambul, iniciado há vários meses em Sófia, prossegue agora nesta eliminatória frente ao Bétis de Sevilha, cuja primeira mão nada deixou definido. Como se esperava, o SC Braga tem uma missão gigantesca pela frente em Sevilha, onde marcarão presença muitas almas braguistas. Todos serão importantes, tal como os detalhes serão decisivos no desfecho da eliminatória.
A preparação deste duplo embate europeu foi feita com atenção aos limites, exigindo uma resposta competente dos Guerreiros do Minho, para que o sonho possa continuar. O triunfo em Moreira de Cónegos elevou os índices de confiança, até porque surgiu após a pausa das seleções, um contexto que costuma trazer resultados inesperados.
Vamos à luta. Juntos.