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Começou uma guerra, Quando chegará ao seu fim?

Na actualidade, infelizmente, sentimos na nossa vida uma espécie de doença mórbida e desagradável, que se traduz na existência de duas guerras. Como é natural, os meios de comunicação social, com um ritmo diário, sempre nos noticiam o que vai sucedendo.

Curiosamente, nelas estão presentes as duas potências mundiais melhor armadas, a Rússia e os Estados Unidos da América. No caso da primeira, sabemos que o início da contenda não era exactamente uma guerra, mas uma “Operação militar especial”, isto é, a invasão dc soldados russos na Ucrânia para, decerto rapidamente e sem grande alvoroço, acabarem com uma situação que desagradava profundamente aos dirigentes russos, chefiados, em Moscovo, por Vladimir Putin. Já lá vão quatro anos, e a referida “operação” custou aos invasores a morte de bastantes centenas de milhares de soldados. Há pouco, uma fonte de notícias calculava que era superior a um milhão o número de militares russos mortos e feridos. Com certeza que os dirigentes moscovitas apresentam números bastante mais baixos.

Seja como for, a iniciativa bélica de Moscovo transformou a “Operação militar especial” numa verdadeira guerra, com todas as sequelas mórbidas e desumanas habituais: mortes, fuga em massa de cidadãos para lugares mais seguros, destruição de prédios e localidades, desvio dos dinheiro públicos de fins humanos construtivos para as necessidades militares, etc.

Há poucos dias, os Estados Unidos da América e Israel começaram uma nova guerra, que pretendem simplificar com sucessivos ataques para os alvos bélicos dos seu inimigo. Os resultados são bastante destruidores, mas o país atacado tem respondido também, com mísseis para Israel e outros países seus vizinhos, aliados ou amigos dos USA, onde procuraram, por exemplo, atingir bases militares americanas.

Quer o presidente actual do Estados Unidos destruir completamente a força militar do Irão. Consegui-lo-á? O actual conflito iniciou-se, efectivamente, há pouco tempo. Mas continua a haver respostas duras do país inimigo. Israel tem mantido militarmente uma fonte de ataques de mísseis devastadores ao Irão. Será capaz, juntamente com o aliado americano, de derrotar totalmente o seu inimigo e conseguir rapidamente a sua capitulação? Certamente que nenhum dos principais mentores desta campanha militar está a pensar numa guerra duradoira. Mas não devem esquecer-se que a famosa “Operação Militar Especial” já vai no seu quarto ano e não há a certeza de quando chegará ao seu fim.

Uma guerra, com frequência, transforma-se num alvo de surpresas, quase sempre pouco recomendáveis e muitíssimo duras. Alguém observava, creio que com razão, que assim como numa zanga entre duas pessoas, é possível que a luta acabe por ter consequências sangrentas e exageradas, numa guerra os contendores são numerosos e, com facilidade, podem usar modos e instrumentos de luta profundamente desumanos e mortíferos.

P. Rui Rosas da Silva

P. Rui Rosas da Silva

11 março 2026