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Um governo capaz e de confiança

O comentariado nacional anda desnorteado. E muito incomodado. É notório. Não contavam com o bom desempenho do governo, perante as sucessivas intempéries. Começaram por tecer rasgadas críticas a cada um dos governantes. Pegaram com Leitão Amaro, ministro da Presidência. Passaram para Castro Almeida, ministro da Economia; derrubaram a ministra da Administração Interna. E outros se seguiram. A única nota positiva foi que deixaram, finalmente, em “paz” a ministra da Saúde. De repente, os problemas da Saúde deixaram de existir. Foram resolvidos por milagre. Assim parece! Basta o comentariado calar-se e o país anda com normalidade.


 

1 - Luís Montenegro demonstrou uma rara habilidade e uma enorme capacidade em conseguir superar os grandes problemas causados pelas intempéries. O comentariado estava preparado para infernizar a vida ao governo. Entretanto, falhou nas expectativas, no assunto, nos tempos e nas personagens. Estava à espera para se refastelar com tamanha iguaria. Teve que engolir, por isso, em seco todas as tentativas para aparecer na praça pública como o “lobby” das boas causas e das resoluções. Falharam em toda a linha. O governo teve um desempenho digno de boa nota. Além disso, sinalizou que está apto a resolver este ou qualquer outro problema que surja. Demonstrou também que é digno de toda a confiança à frente dos destinos do país.


 

2 - Os neo-socialistas estão completamente à deriva. E fragilizados na sua estrutura de comando. Não se entendem. Pensavam que a eleição de António José Seguro para a Presidência da República iria dar-lhes um novo élan. Enganaram-se. Seguro não lhes vai dar essa oportunidade. E ainda bem. Seguro está consciente do que lhe fizeram. Escorraçaram-no. Tentaram humilhá-lo. Seguro está consciência dos danos costistas que causaram ao país nos últimos oito anos e meio que tiveram o poder. Os neo-socialistas não podem estar na governação. Não é aconselhável. Só fazem asneiras. E complicadas. Prometem o céu a todos, mesmo a todos, e depois aparecem, a jusante, problemas de toda a ordem e feitio. Prometeram casas dignas e condignas para todos na comemoração dos 50 anos do 25 de Abril e deixaram o terror na Habitação. Prometeram limpar as listas de espera para cirurgias e consultas de especialidade e deixaram o terror na Saúde. Prometeram médico de família para todos, mesmo para todos, e entupiram o SNS com mais de um milhão e meio de utentes sem médico. Criaram a figura de médicos-tarefeiros. Uma indignidade. Enterraram 3,2 mil milhões de euros numa empresa (TAP), quando o assunto da privatização estava resolvido. Este rosário de incompetências e de insucessos não tem fim.


 

3 - Na terça-feira passada, a autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa, ex-ministro costista, deu um show televisivo diante do actual ministro da Agricultura e de uma plateia bem qualificada. A falta de qualidade política, foi notória. Muita arrogância. E muito desplante. E uma enorme falta de respeito pela hierarquia. Chegou tarde ao encontro marcado, mas chegou com língua destravada. Comportamento desprezível. Agiu como fosse dona dos domínios de Coimbra. Bate-papo confrangedor. Admiro a paciência e a bonomia do ministro da Agricultura, JMFernandes, em aturar tal comportamento. Aqui, o tal comentariado desvalorizou o espectáculo. Coisa anormal naquelas “bocas sábias” que alimentam, com severidade, todo o casinho ligado à AD. Se fosse ao contrário, ou seja o ministro a molestar a autarca, cairia o Carmo e a Trindade.


 

4 - Sem grandes parangonas panfletárias, com muita humildade e muita determinação, Luís Montenegro passou de forma excelente este pesado e difícil teste imposto pelos fenómenos atmosféricos. Montenegro demonstrou ter arcaboiço para aguentar as maiores adversidades. 

Até na nomeação do novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, Montenegro deu umas chapadas com luvas de pelica ao comentariado e à oposição que esperava a continuação do “circo” da demissão de Maria Lúcia Amaral. A escolha do ex-director da PJ causou muita perplexidade ao comentariado que foi apanhado com as calças na mão. Na falta de argumentos para contestar tal escolha, limitou-se a tecer loas pessoais ao ministro, o que já não é mau de todo. Vamos ver o que estes elogios vão dar.

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

3 março 2026