E assim reafirmou até morrer o Papa Francisco: “a adesão à maçonaria por parte de um fiel é proibida” e incorre em “grave pecado”, tendo que se afastar da Santa Comunhão. O catolicismo é incompatível com a maçonaria. Só para recordar aos colegas e outros desconhecedores da Doutrina da Igreja Católica, Apostólica e Romana. A maçonaria como visão “religiosa-moral” e caminho iniciático com pressupostos próprios, é totalmente incompatível com a confissão católica de Cristo e com a Comunhão eclesial. Em 13/11/23, com assinatura do Prefeito do Dicastério, Cardeal Víctor Manuel Fernández, e aprovação do Papa Francisco, sublinhou-se que os católicos inscritos em lojas maçónicas estão em estado de "pecado grave". Os princípios da maçonaria são inconciliáveis com a doutrina católica, tornando a filiação proibida e impedindo o acesso à Sagrada Comunhão. A confirmação surgiu em resposta a um bispo das Filipinas, preocupado com o aumento do número de maçons na sua mátria. O presidente da Pontifícia Academia de Teologia, Dom Antonio Staglianò, confirmou que a fé católica e o pensamento maçónico são "profundamente inconciliáveis", apontando que a visão de Deus na Igreja advém da Revelação e não da razão humana, como proposta alternativa da maçonaria. São razões de fé, moral e de coerência eclesial. Não é um mero conflito “político” ou antipatia pessoal ou histórica, mas uma incompatibilidade de princípios. Aquilo que a Igreja Católica entende ser a Revelação de Deus em Jesus Cristo, abraçada pela fé e preservada no seu Magistério, não pode ser posto ao mesmo nível dum sistema iniciático geométrico ou esotérico que propõe uma “visão religiosa e ética autónomas”, com uma linguagem e ritos próprios, e com uma forma particular de compreender Deus, o Homem, a verdade e a transparência. A Igreja considera que o católico não pode aderir a um “Ser Supremo”. Imagine-se que procurador que arquiva para salvar um irmão da loja ou um juiz que condena ou absolve em nome da loja. Ou seja, o “deus” passa a ser o “irmão” da loja, mesmo que cometa um crime. A maçonaria busca de propósito uma indeterminação religiosa para receber pessoas de crenças distintas, tratando as diferenças de fé como secundárias. Mas para os Católicos esta “neutralidade” não é só “tolerância”; mas antes um claro relativismo religioso. Ou seja, nenhuma religião pode afirmar com verdade plena um conteúdo revelado vinculativo para todos. Mas, no Catolicismo, a verdade revelada não é uma opinião útil entre muitas: é um DOM a que se deve assentimento da FÉ. A Fé Católica é confessional e concreta. Igreja ou Loja? Fica a divisão na consciência e risco de sincretismo. A Igreja tem profundo respeito pela Razão. Aliás ao longo dos séculos contribuiu com papel indispensável fundando escolas, universidade e centros de pesquisa. Mas a Razão não basta para fundar a religião. E uma ética sem Cristo, Graça e Mandamentos, não tem sentido para o Cristianismo, como aliás indica a palavra. A Razão não substitui a Revelação nem o Magistério. O baptizado está comprometido com Cristo e Igreja; promessas de segredo, disciplina interna ou obediência a directivas escondidas violam o dever de consciência, liberdade de professar e fé, para lá da ofensa à comunhão eclesial. Não raras vezes, a maçonaria e os maçons promovem uma visão do mundo que procura apagar a influência pública da Fé e reduzir a religião ao foro privado. A confissão de e em Cristo ou a Comunhão não são relativismos éticos. O Catolicismo não é um conjunto de valores genéricos. É adesão a Cristo, à Igreja e ao modo como Deus Se revelou. Assim que uma qualquer corporação exige que a identidade religiosa fique “suspensa” num mínimo comum indeterminado, ou quando oferece um sistema simbólico-espiritual concorrente, a Igreja entende que o católico não pode abraçar ambas as pertenças sem ferir a integridade da Fé e a unidade da sua vida espiritual. Não podemos servir Deus e o diabo. O Catolicismo, e muito menos o Cristianismo, não permitem servir “2 senhores”. Uma coisa é a Santíssima Trindade e outra é o “grande arquitecto”. A Fé Cristã é exclusiva. A maçonaria é relativista na sua “religiosidade”. A maçonaria vive do isotérico, gnóstico e hermético. Ora, o catolicismo sempre condenou isso ao longo dos séculos. O Cristianismo salva com a Graça da Fé em Jesus Cristo. A filosofia maçónica procura o “aperfeiçoamento pessoal entre irmãos das Lojas e afins”. Na maçonaria, a Bíblia é um mero símbolo - o "Livro da Lei" - ao lado doutros livros sagrados, e não a Palavra de Deus única e inerrante. O “segredo maçónico” é incompatível com os ensinamentos Bíblicos da sinceridade e rejeição de juramentos secretos. E o desprezo da Bênção gera a maldição.
Cristianismo e Catolicismo são incompatíveis com Maçonaria
Gonçalo S. de Mello Bandeira
20 fevereiro 2026