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Os 100 Dias

Se alguém pensou que, face à composição do atual executivo camarário, João Rodrigues estaria impedido de governar a cidade, enganou-se !

De facto, foram várias as tentativas de impedimento e as armadilhas dos vereadores oposição para impedir a governação municipal, mas nenhuma delas, face à determinação do executivo, conseguiu o seu objetivo.

Do PS, esperar-se-ia a liderança da oposição e distinção com a demais oposição, mas tem acontecido precisamente o oposto.

Os dois vereadores socialistas têm uma oposição sem estratégia, sem rasgo e inconstante nas votações, sem distinção do resto da oposição, mas cúmplice dela, revelador de muita incapacidade política, de falta de preparação técnica e com demasiado palavreado.

O PS parece fazer parte de uma salada de vegetais de terceira categoria, com excesso de sal e vinagre, toda remexida com uma colher de pau, misturada com os ingredientes dos outros vereadores da oposição, sendo o PS incapaz de lhe dar o paladar principal.

Uma pena e uma desilusão a fazer esquecer alguns méritos da oposição socialista em mandatos anteriores.

Da parte da IL esperar-se-ia muito mais. Já se sabe que o vereador esteve afastado dos problemas de Braga durante muitos anos e, tirando fait-divers nas redes sociais, com casinhos aqui e e ali, e tentativas de humor frustradas, nada de relevante tem apresentado.

Numa semana o vereador da IL, seguindo as pisadas dos seus colegas da oposição, vota de uma maneira, mas na reunião logo a seguir e sobre o mesmo assunto, vota de outra, com afirmações de princípio que só ele entende, mas sempre coligado com o PS e com os independentes.

Eu só faço esta pergunta aos eleitores da IL: esperar-se-ia que a IL alinhasse na oposição total ao executivo, sendo um puro instrumento dos outros vereadores da oposição, sem nada que o distinga?

É a isto que a IL é reduzida em Braga, um mero joguete de outras forças políticas?

Os independentes, como disse, fruto de uma candidatura puramente individualista, sem programa, sem objetivos, sem medidas, têm tido o mérito, reconheço, de conseguirem arrastar os seus colegas da oposição para a inconsequência.

No entanto a sua incoerência é confrangedora entre o que dizem e votam num dia e dizem e votam no outro, com postura desafiadora, fruto de muita insegurança, tentando disfarçar a sua incompetência nas redes sociais, onde não têm o contraditório e publicam como lhes apetece.

Aquando da reunião de atribuição de pelouros, conforme foi confirmado na reunião de ontem do executivo, as suas preocupações foram os lugares na administração municipal, sem nunca referir os objetivos que tinham para o concelho.

Cedo se percebeu que nunca iram integrar uma equipa com lealdade, sentido de dever cívico e preocupados com o bom trabalho de todo o executivo.

Quanto ao CHEGA mais por mérito do seu vereador do que das posições do partido, tem sido mais responsável, aqui e ali, mas ainda é cedo para ter uma opinião firme.

Aliás, a população do concelho começa a aperceber-se que João Rodrigues e os seus vereadores são os únicos com capacidade de governo municipal, são os únicos genuinamente interessados no desenvolvimento de Braga, mas que estão rodeados de vereadores sem pelouros que tudo têm feito, sem êxito, de o impedir de governar.

João Rodrigues, nestes 100 dias conseguiu, teve sempre o interesse municipal à frente da partidarite e os vereadores da oposição viram-se obrigados a viabilizar as suas propostas sob pena de forte censura por parte da população:

– Conseguiu a aprovação do PDM, instrumento indispensável para a resolução dos problemas de habitação, de mobilidade, do desenvolvimento da atividade económica e das melhorias do ambiente.

– Conseguir nomear competentes administradores das empresas municipais que farão um mandato de articulação com o executivo.

– Conseguiu, para já, em sede de executivo a viabilização do Plano de Atividades e Orçamento da Câmara e, apesar de ter integrado muitas propostas dos vereadores da oposição, nem assim estes deram voto favorável.

– Conseguiu financiamento necessário para alterar profundamente os problemas de mobilidade da cidade durante os próximos anos e o maior orçamento para a repavimentação das vias.

– Conseguiu a viabilização da requalificação do Pópulo e das vias adjacentes, tendo os independentes votando contra, mesmo com obras já concluídas e com o estado deplorável das ruas.

– Apresentou a proposta da revisão orgânica da Câmara Municipal mais condizente com os desafios atuais.

João Rodrigues, com estas e outras medidas nestes 100 dias estabeleceu as bases da sua governação, apesar de todas as tentativas da oposição para o impedir.

Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa

19 fevereiro 2026