Os últimos tempos têm sido de catástrofes com que a natureza tem castigado algumas zonas do nosso país. Neste contexto, uma palavra de conforto para todos aqueles que têm sido vítimas das intempéries, com uma palavra especial para todos os que perderam familiares ou amigos durante a devastação recente, cujas imagens são deveras preocupantes.
A nível desportivo, o SC Braga está a viver um período de navegação em águas tranquilas, depois da “tempestade devastadora” de janeiro, onde a equipa foi literalmente ao tapete. Contudo, em Braga existem Gverreiros do Minho que souberam unir-se e levantar-se, não deitando fora tudo o que vinha sendo bem feito e corrigindo erros e posturas em campo, que foram demasiado penalizadores para os objetivos coletivos da equipa.
Neste novo período, numa espécie de “nova época” anunciada por António Salvador, nota-se um renascimento da equipa, para alegria da Legião do Minho. Arrumado com sucesso o apuramento para os oitavos de final da Liga Europa, Carlos Vicens começa a ter, finalmente, o tão desejado tempo para treinos que façam evoluir a sua equipa, através da aquisição de novas rotinas e outras competências, que sejam capazes de guindar o grupo que comanda para melhores performances em campo.
O treinador Carlos Vicens, depois de ter descido inesperadamente às profundezas do inferno, começa a ter motivos para sorrir, ao ver os seus “chicos” a aprender e a colocar em prática os ensinamentos que constam do seu projeto, onde ele pretende ser o “Mestre”.
O SC Braga tem vivido tempos recentes que conduziram a equipa a triunfos claros na liga portuguesa, sobre Alverca e Rio Ave, na Pedreira, e fora de portas sobre o AFS, a que se juntou a difícil vitória conquistada em Tondela, que deu início à recuperação registada. Os quatro sucessos consecutivos na liga conduziram a equipa ao quarto lugar, ainda que de Barcelos surja uma teimoso Gil Vicente que tem feito uma época notável a todos os níveis.
A receção ao Rio Ave, num final de tarde invernoso, mostrou a equipa de Braga em consolidação de um recente percurso promissor, frente a um Rio Ave que dá sinais efetivos de preocupação para os seus adeptos, em função da pobreza exibicional demonstrada no relvado. O resultado só conheceu números mais claros depois do Capitão Ricardo Horta ter marcado dois golos na parte final, que complementaram o primeiro tento do austríaco Grillitsch em Braga, obtido bem cedo. Porém, foi por mero acaso que a incerteza se manteve no resultado, tantas foram as oportunidades desperdiçadas pelos brácaros. Estava consumado o sexto jogo sem sofrer golos, parecendo que a robustez defensiva finalmente dá sinais de vida em Braga, algo que ajuda muito a ter sucesso.
Agora segue-se um duelo que se prevê forte em Barcelos na luta pelo quarto lugar, algo que poucos pensariam no início da temporada. Uma nota negativa para o clube de Barcelos que colocou preços exorbitantes, em função do salário médio em Portugal, uma vez que recusou um acordo proposto pelos responsáveis bracarenses na primeira volta. Os preços dos ingressos deveriam ser mais baixos, para que o público em geral pudesse ir aos estádios com maior regularidade. Uma coisa a pensar seriamente.