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Em lenta dissolução silenciosa

Não estou, asseguro, a falar das eleições presidenciais). Nas quais os 2 candidatos que passaram à 2ª volta (Seguro e Ventura) serão, apesar dos defeitos diferentes que apresentam, os menos maus. Estou, é a falar da contínua erosão da nossa Pátria e Estado (e há limites); e da própria matriz genética do nosso Povo (também há limites…). A Pátria, nos últimos 52 anos. O Povo, no último decénio.

Tras os Montes, Mirandela? É avançar, “é só mato”). Ainda recentemente (em 30-12-2025) nos manifestámos aqui, contra os projectos de encher o distrito de Castelo Branco com milhares de hectares de “negros latifúndios de painéis fotovoltaicos”. Que o irão enxamear, se o Governo (e José Seguro, que é de lá) deixarem. Abatendo matos, fragas, sobreirais e azinhais, eliminando a ainda florescente criação de gado, bovino e ovino, expulsando a avifauna. E em geral, destruindo a ainda semi-virgem paisagem local, um prolongamento da Extremadura e Andaluzia espanholas. Agora, é novamente Trás-os-Montes (e em especial, Mirandela) que estão sob ameaça de um projecto mineiro, bem ao lado da A24. Propõem a prospecção de vários metais, num “couto mineiro” de 66 km2, lá mesmo no meio dum dos pontos mais cénicos do distrito de Bragança. Entre duas serras que já eram míticas e sagradas desde a nossa Proto-história galaico-lusitana, a saber: a do Franco e Passos, a norte; e a do Faro (senhora da Assunção) a sul, do lado de lá do grandioso vale-desfiladeiro do Tua. Afectando as aldeias de Avidagos, Cobro, Fonte da Urze, Rego de Vide, Vale de Conde, Marmelos, Pereira, Navalho, Longra, Barcel e Valverde da Gestosa (estas 3, já na própria margem do Tua…).

É o “Far West” no Nordeste?). Ainda há pouco (e a muito custo…), a turística cidade de Mirandela se livrou (até ver…) da colocação de 6 ou 7 ventoinhas eólicas gigantescas, no alto da serra dos Passos-Franco, mesmo à sua entrada (e nem todos, por lá, compreenderam esse benefício). Mas, se há quem diga (e bem) que “Deus não dorme”, eu também suspeito que “o Diabo também não dorme” (aliás, há noutras raras partes dessa província, algumas aldeias, em que a figura do “Maligno” é comercialmente aproveitada; uma, brinca com a ideia de 6ª fª dia 13; outras, com a festa dos “caretos”. O certo é que o avô de Sócrates (e foi o neto, que destruiu os vales do Tua e Sabor), o avô de Sócrates e todos os já defuntos volframistas endinheirados que outrora festejavam em Vidago, Porto ou Espinho comendo “sardinhas com pão de ló”, se devem ter revolvido, emocionados, nas suas sonolentas tumbas. E a fase de “consulta pública” já decorre, até 6 de Março (claro que em Braga, Porto ou Lisboa também se pode participar); porém, o público vai andar distraído com a 2ª volta das “Presidenciais”…

Demografia e Imigração). Somos actualmente ca. de 10 milhões de “verdadeiros” (geneticamente) portugueses. Aos quais se acrescentaram, no último decénio (costista), à volta de 1,6 milhões de imigrantes. Muitos são brasileiros ou das antigas colónias (podia ser bem pior). Mas há uma parte substancial que vem do Hindustão. E a Índia, Paquistão, Bangladesh e Ceilão têm ca. de 1,9 “biliões” de potenciais emigrantes… Se lhes forem dado direitos de cidadania e de trazer a família, o seu voto, daqui a 10 ou 20 anos, submergirá o envelhecido votozinho luso. Será o definitivo (e inesperado) “finis Patriae”.

Do Império à dissolução, na Europa, de uma nação futuramente mestiça?). “Abril”, que em 2024 já fez 5 décadas, conseguiu (agora com a aceleração final, “costista”) transformar o nosso País. Em 1974 éramos um Império, com assentamentos fortes nas preciosas colónias da África (600 mil em Angola, 200 mil em Moçambique) e uma frente de guerra (à excepção da Guiné) estabilizada. Desde 1992, com Maastricht, entregámos a Moeda (na prática, a carteira…) e vastas partes da nossa Soberania. Nos últimos anos, abrimos a Fronteira a uma multidão de povos hostis, boa parte deles, islâmicos. Num tempo em que os EUA e a Grã-Bretanha já têm as suas “bispas”. E em que, apesar das aparências, o Catolicismo (pos-Vaticano II) treme como poucas vezes abanou.

Dependências eletrónicas). A somar a isto tudo, temos um povo cada vez mais dependente dos telemóveis, dos cartões (e empréstimos) bancários, daí advindo uma espionagem total do seu quotidiano. É a antítese da Privacidade; sem a qual não há Liberdade. E sem esta, não há Democracia…

Projectos indefensáveis). Após o ruinoso desastre do ciclone em Leiria, Portugal ainda teimará em endividar-se com TGVs (bilionários) só para poupar 20 minutos entre Porto e Lisboa? Ou com um novo aeroporto que sobrecarregará ainda mais a zona da capital? Ou a financiar intermináveis, mortíferas e fratricidas guerras alheias?

Eduardo Tomás Alves

Eduardo Tomás Alves

10 fevereiro 2026