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A máquina de jogos de Braga

O SC Braga cumpriu no passado domingo o jogo número 39, quando ainda estamos no mês de janeiro. Aliás, até ao fim deste mês os brácaros atingirão um total de 41 encontros na presente temporada. Este acumulado de jogos supera o número atingido em muitas épocas do passado, o que tem naturais consequências na performance e percurso da equipa, que apresenta momentos de irregularidade preocupante. Assim, tem havido uma verdadeira máquina de jogos em Braga que importa analisar.

O desempenho europeu tem sido de excelência. Agora, veremos como termina na última jornada da fase regular da Liga Europa nos Países Baixos, onde o SC Braga defronta o Go Ahead Eagles, que ainda alimenta a ténue esperança de se apurar nos primeiros vinte e quatros lugares. Esta equipa neerlandesa levou a sério a possibilidade de apuramento, a ponto de adiar o jogo do seu campeonato referente ao pretérito fim de semana. Os Gverreiros do Minho estão em excelente condição de apuramento direto para os oitavos de final, ainda que esse feito careça de confirmação, sendo possível tal objetivo com os três resultados, ainda que a eventual derrota precise de uma conjugação de resultados, pelo que se recomenda a busca do triunfo ou, como mínimo exigido, de um empate, que deverá bastar. Seja como for, em Braga existe a ambição de ficar nos oito primeiros lugares, evitando-se uma indesejada eliminatória adicional para chegar ao patamar dos oitavos de final.

Ainda a nível europeu fica o registo de um orgulhoso terceiro lugar atual do SC Braga nos pontos conquistados pelas diferentes equipas, sendo apenas superado pelo Arsenal (Inglaterra) e pelo Bayern de Munique (Alemanha).

As taças internas já pertencem ao passado, tendo ambas contribuído para a queda estrondosa do SC Braga, após a derrota inesperada na final da Taça da Liga e a “consequente” eliminação na Taça de Portugal em Fafe, representando o momento mais negro da época desportiva. Para se ter uma ideia, a equipa B dos bracarenses venceu o Fafe em Braga e empatou, na última jornada, no reduto desse adversário. O futebol é uma coisa estranha e, muitas vezes, aleatória, tornando alguns resultados de difícil compreensão. A liderança de Carlos Vicens nunca tremeu tanto durante a época e o balneário foi literalmente abanado pelo terramoto das derrotas nas taças internas. A equipa caiu com estrondo e soube levantar-se em seguida, vencendo de modo consecutivo em Tondela, num jogo impróprio para cardíacos devido a um penálti defendido por Lukas Hornicek e ao surgimento do golo decisivo logo a seguir, na Pedreira os britânicos do Nottingham Forest, noutro duelo de emoções que pareceu a réplica de Tondela, e o FC Alverca, que marcou o regresso de Custódio Castro a uma casa que será sempre sua. O técnico ribatejano foi aplaudido em Braga, em reconhecimento a todo o percurso feito ao serviço dos arsenalistas, quer como jogador, quer como treinador. 

Os últimos três triunfos obtidos parecem ter sido o início perfeito da “nova época” anunciada por António Salvador quando exerceu a sua autoridade no balneário junto de todo o grupo. O Presidente exigiu a colocação em prática permanente de valores considerados inegociáveis em prol do coletivo e do seu desejado sucesso. Os sinais mais recentes da equipa mostram que ainda pode haver muito espaço de crescimento, rumo a um futuro mais risonho.


 

António Costa

António Costa

29 janeiro 2026