Cornwallis “burgoyned”). Entre as numerosas canções que nos chegaram do tempo da guerra da Independência Americana (1776-83), uma tinha o estranho e irónico título de “Cornwallis burgoyned”. O que correspondia a uma sátira, ritmada e chocarreira, significando que, tal como o general britânico Burgoyne fora derrotado pelos rebeldes independentistas norte-americanos, também depois, o mesmo aconteceu a outro general britânico, Cornwallis. John Burgoyne (1722-92), depois de se distinguir na grande “Guerra dos 7 anos” (1756-63) e ser eleito deputado em Londres (desde 1761), chegou ao Canadá em 76 como major general, de onde, ajudado por Howe (no sul), conduziu um forte ataque contra os rebeldes; porém, depois de tomar Ticonderoga (N. York), acabou derrotado em Saratoga. Já o general Charles Cornwallis (londrino, 1738-1805, mais tarde, marquês) foi também veterano da “Guerra dos 7 anos”; em 76, correu com as milícias de G. Washington para fora de N. Jersey (que recuperaram no ano seguinte). Desde 1780 foi o apto comandante das tropas inglesas (“os redcoats”) no Sul e derrotou o famoso Horatio Gates em Camden (S. Carolina). Marchou para norte, mas foi cercado na costa (em Yorktown, Va.) e teve de se render. Devolvido à Pátria, foi mais tarde governador da Índia (onde faleceu) e da Irlanda.
O 2.º mandato de Bill Clinton). O democrata William Clinton fez um 1.º mandato bastante aceitável. Porém, no seu 2.º mandato interveio sem propósito justo, no conflito balcânico que se sucedeu à queda do muro de Berlim (1989) e ao descalabro soviético. Chegou a bombardear Belgrado e a intervir no Kosovo. E a ajudar à perpetuação de um estado artificial na Bósnia, comandado pela minoria islâmica (antagonizada por sérbios e por croatas, as potências regionais). As razões desta má deriva clintoniana, partem da chantagem contra ele exercida após o “pseudo-escândalo Monica Lewinski”; no qual Clinton terá jurado (mentindo) que nada tinha havido de romântico com esta bela e “inocente” judia americana; quando tudo terá sido uma conspiração, urdida pela então secretária de estado Madeleine Albright, para “ter Clinton na mão” (e conseguiu). Esta velha senhora (nascida Korbel, em Praga, e também israelita) passou a dominar a política externa americana, nos anos seguintes; quando era mais nova, ficou pessoalmente marcada por uma perseguição e humilhação sofridas num certo mercado, na Sérbia. E agora, que se conhecem partes dos “ficheiros Epstein”, há também uma foto altamente comprometedora de Clinton, travestido com um vestido azul claro, de senhora, e em pose equívoca. Clinton também confessara que, quando estudou em Inglaterra, ocasionalmente fumou drogas, isso já se sabia.
Será que há algum paralelismo entre a situação de Trump e a de Clinton?). Será também Trump chantageado por algo vindo do escândalo Epstein? Trump triunfou em 2016, defendendo causas justíssimas (lutar contra o crime e as drogas, defender a Fronteira, expulsar os muitos imigrantes ilegais, moralizar os costumes, impor taxas aduaneiras, repescar as indústrias fugidas para o México, etc.). Porém, no início de 2025, quando voltou a ser presidente, apareceu de repente com uma data de propostas descabidas (anexar o Canadá e a Gronelândia, fechar os olhos aos massacres e destruições que os judeus fizeram sobre os palestinianos de Ghaza, construir ali uma “riviera” expulsando os “indígenas”, governar Ghaza por um conselho que incluiria Blair (!), Rubio e o seu genro judeu, Kushner). Como se tal não bastasse, apoiou o irresponsável ultra-liberal argentino Millei. E, como inesperada “cereja no topo do bolo”, obedecendo claramente a ordens do seu presuntivo superior, Nethaniau, bombardeou as principais instalações nucleares do Irão, arriscando uma 3.ª Guerra Mundial. Isto porque, é sabido, o Irão é aliado menor de duas grandes superpotências mundiais, a Rússia e a China. As quais, felizmente, resolveram não “deitar petróleo na fogueira”, contendo-se.
Toda a Direita mundial é prejudicada por estes desmandos trumpianos). E ela tinha andado a crescer a olhos vistos (inspirada em Bannon, Musk, Vance, gen. Flynn, Marine, Orbán). Só que, a mania da Gronelândia; e agora sobretudo o ignominioso rapto e sequestro de Maduro (e esposa), um chefe de Estado popularíssimo (e que tinha imunidade…), embaraçam de vez os seus apoiantes externos. E também os internos; imagine-se a moral dos agentes de ICE, p. ex..
A Putin, não dá Trump apoio…). Prefere escovar repetidamente os “ténis” do seu outro jovem patrão, o judeu Zelenski, cuja “foice em seara alheia” (a Ucrânia) já ceifou meio milhão de jovens vítimas cristãos-ortodoxas.
Os falsos amigos). Trump leva muito tempo a detectar os “infiltrados”. Lá avaliou finalmente o sinistro Bolton. A palidez frígida do seu inimigo Rubio e do esfíngico genro, Kushner, ainda ele não “topou”. Nem do manhoso Lindsay Graham. Era ver a cara de gozo deste, à porta do avião, ouvindo Trump dizer mais disparates sobre a Venezuela e a Gronelândia…