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Vamos escolher

 

 

Nesta segunda volta vamos escolher um dos dois candidatos que se apuraram para substituir Marcelo Rebelo de Sousa, na presidência da República. Isto é, vamos escolher entre André Ventura e António José Seguro. André Ventura seria um presidente permanentemente agitado, fazendo da sua magistratura uma presença reformista constitucional e intrusiva na governação. António José Seguro será um PR mais sereno e respeitador da constituição vigente. Vai ser, assim, uma candidatura de ideologias e não apenas e só uma candidatura de mudança de personalidades. Os eleitores são livres, mesmo aqueles que estejam sujeitos às ideologias partidárias; só assim votarão em consciência. Só quem é livre sabe o valor do que representa e de quem é, em plenitude da sua identidade. Quem perde a identidade perde o direito a ser sujeito. A escolha entre Ventura e Seguro tem balizas ideológicas bem definidas o que, no meu entender, facilita a escolha. A opção de Marques Mendes em não indicar sentido de voto, só honra o princípio da liberdade e não, como entendem outros, uma lavagem amarga de mãos de Pilatos. Os simpatizantes e ou filiados em partidos políticos devem ser livres nesta escolha e não estar sujeitos a uma “fidelização partidária” que, no meu entender, é parca em liberdade individual. Não posso deixar de sublinhar aqueles que, na primeira volta, optaram pela mesma livre escolha. Isto assim é a essência da democracia que se não esgota nos partidos, mas neles se devem sentir livres para optar, como é o caso da escolha entre Seguro e Ventura. Esta liberdade do indivíduo perante a instituição castradora dessa mesma liberdade, é a essência do sujeito contra o coletivo. Dois simples exemplos ilustrarão esta asserção. Seguro foi maior que o PS e Marques Mendes muito menor que a AD. Isto corrobora a minha ideia que a liberdade de voto extravasa a disciplina de voto. Logo, a fidelização do voto é castradora da vontade individual; e se tem de haver grupos aglomeradores de seguidores, também é preciso que essa férrea disciplina de voto não cerceie a liberdade do indivíduo ou estaremos num socialismo marxista ou mesmo numa exigência leninista. Fora com a cadeia que prende, abram-se as gaiolas que permitem os voos. Voemos na próxima eleição entre Seguro e Ventura com a liberdade da nossa escolha e façamos dela um céu azul de liberdade sem limite. Voar é o destino das águias.



 

Paulo Fafe

Paulo Fafe

26 janeiro 2026