Neste país, há sempre, em agenda, um bom turbilhão de “novidades políticas”. Parecem surgir de geração expontânea. Umas a exigir reflexões apuradas. Sim é verdade: reflexões apuradas, são precisas para separar o trigo do joio. Para enfatizar as boas e desprezar as tóxicas. Outras a servirem para animar ou divertir a malta pelo ridículo dos conteúdos e dos “timing’s”. E ainda outras para amaciar os azedumes e a crispação que a ideologia geringoncista, comodamente, pretendeu instalar na sociedade lusa.
1 - Seguindo esta abordagem da realidade nacional, dá a sensação que todos os políticos têm rabos de palha e todos são farinha do mesmo saco. Mesmo os que chegam. À mínima falha cometida há longo tempo e fora da órbita das suas responsabilidades, as pindéricas novidades saltam logo para o pedestal da escandaleira. E ficam agarradas nas mãos pegajosas do comentariado. E ali, mexem-se. Fermentam. Ganham corpo. Cozinham-se em lume brando. No final da apoteose comentarista, a montanha pare um rato. Como de costume. Ou seja, dá em nada. Nadinha, mas procura-se outros berbicachos que lhes estão ligados para tentar manter a chama ténue, mas viva. Só que o tempo na sua inexorabilidade, se encarrega de as apagar.
2 - Voltando à normalidade lusa – Com esta gama de “ofertas” ao dispor, os portugueses não podem se queixar. As novidades chegam ao público quentinhas, estonteantes, bem condimentadas e, algumas, bem fundamentadas com comentários soberbos proferidos, com convicções fortíssimas pelos exímios comentadores da praça pública. Esses comentadores, como sabemos, expressam-se com destreza labial, isenção plena e com total imparcialidade.
3 - O escrutínio, uma exigência democrática, deveria ser um acto sério, rigoroso e responsável. Um pilar de uma democracia plena e funcional. O escrutínio, sem essa via de seriedade, torna-se um regabofe de enxovalho que tem o condão de afastar os melhores e os mais capazes deste jogo perigoso de aproximação ao poder. O poder é um sítio mal frequentado com dois campos bem distintos a representá-lo: a mediocridade e a inveja. E num paralelismo assimétrico, a vertente sofrível sobe e a excelência escapa-se. A verdade é que ninguém com razoabilidade e suficientemente inteligente se sujeita a ver o seu nome atirado para a lamaçal da “fama”, pois os denunciantes anónimos, “pessoas” perigosas e sem verticalidade, atacam sem piedade ou denigrem conscientemente o que há de mais sagrado nas pessoas de boa-vontade: o seu carácter.
4 - A juntar a esta amálgama de tiradas, que se sucedem a um ritmo alucinante, temos as denúncias anónimas que não passam de meras insinuações torpes, de ajuste de contas e de oportunismo sem fundamento solidificado com a intenção clara de enegrecer condutas, comportamentos e modos de vida de gente que suscita emulações e invejas pelo seu poder, pela sua qualidade intelectual, social e económica.
5 - As boas novidades, essas sim, não entram no cartaz em exposição. Quando entram, são estrategicamente desvalorizadas pelo comentariado e caem rapidamente no esquecimento. É bom referir a avaliação feita pela revista britânica “The Economist” acerca da economia portuguesa no âmbito dos países mais ricos do mundo. Esta avaliação deveria ser motivo de orgulho e um acelerador económico nacional, de referência pela credibilidade que sustenta e pela mensagem que envia aos grandes investidores internacionais, sinalizando que Portugal está a ter uma governação de qualidade, de crescimentos no campo económico, no emprego, na redução da dívida em relação ao PIB, de criação de riqueza, mas fundamentalmente na baixa da pobreza, índice que já não se verificava há mais de dez anos.
Estou plenamente convencido que o país terá um bom desempenho com o governo de Luís Montenegro. E vai continuar a mudar paulatinamente e com segurança. Vejo neste líder muita determinação e reforçada confiança em criar condições económicas e sociais para se viver melhor.