Na atualidade é preciso continuar a olhar para o país no seu todo, prosseguindo com planos bem definidos para uma descentralização progressiva e adequada às consequências advenientes da concentração em Lisboa, de quem procura melhor emprego e salário, da emigração dos jovens, do abandono do interior, pensando nas potencialidades das regiões, promovendo a economia local, mediante a produção intrínseca à região e atenuando as importações.
Portugal foi um país grande a partir do século XVI, no período áureo dos descobrimentos e seguiu esse caminho, mas a implantação do Estado Novo, ao tempo da Ditadura, restringiu o seu desenvolvimento, com enormes possibilidades no período colonial que não foram aproveitadas como noutros países da Europa, mas nas colónias foram realizados grandes investimentos.
O 25 de abril de 1975, a adesão à C.E.E formalizada em 12 de junho de 1985, que entrou em vigor em janeiro de 1986, assim como a integração na UE (União Europeia) há quatro décadas, foram fundamentais para Portugal se poder transformar num país grande como aconteceu com outros países europeus e sendo o país mais antigo da Europa.
A criação das cinco Comissões de Coordenação das Regiões abriu caminho para uma descentralização progressiva, que poderia começar quando do referendo efetuado em 1998, mas a votação não foi favorável.
Mesmo assim, as CCDR, com gestores de visão, mas também com políticos gestores de referência, iniciou um planeamento de projetos inseridos em diversas áreas e adequadas às regiões, orientada para uma progressiva descentralização, com visão para o desenvolvimento da economia regional, motivadora para o setor empresarial, criando postos de trabalho, com salários ajustados às suas funções e com espírito de transversalidade às regiões.
Este percurso tem vindo a ser seguido ultimamente, atribuindo-se mais funções às CCDR, embora pareça haver uma tendência para não prosseguir este caminho, com a chamada “reforma” atual, pois Portugal poderia ser grande na Europa e olhe-se para o seu passado, dando como o exemplo os diamantes desde o século XVI, sendo que na atualidade nada existe, por decisões tomadas por gestores-políticos sem conhecimento nesta área.
É fundamental que os lugares governamentais autárquicos ou empresariais sejam ocupados por gestores competentes, com experiência reconhecida e transversal ao país ou à região, sem interferência partidária, para os projetos prosseguirem, evitando uma paralisação, com reformulação de quadros, pois é este o caminho a seguir, independentemente do arco de governação, pois acima de tudo, e principalmente em democracia, está o desenvolvimento económico do país, com inovação e visão estratégica para as regiões.
Um exemplo atual é o do Presidente da CCDR-Norte, António Cunha, com um curriculum brilhante, que desenvolveu um trabalho notável e de excelência como Reitor da Universidade do Minho, 2009-2017, projetando esta universidade a nível nacional e internacional, com inovação e desenvolvimento tecnológico, promovendo intensa atividade de cooperação com empresas nacionais e estrangeiras em diversas áreas, integrando setores ligados ao automóvel, aeronáutica, engenharia de polímeros, etc., assim como integrou diversos Conselhos Consultivos.
Como independente preside à CCDR-Norte desde 2020, onde deu uma grande projeção e expansão a esta região, com visão, inovação e sentido pragmático, sendo conhecedor profundo da região Norte, com visitas frequentes aos municípios e suas freguesias, acompanhando os projetos sem distinção partidária e com sentido de união, onde introduziu novos planos regionais, acelerando o Norte 2030 e executou em pleno o Norte 2020, operacionalizando o PRR na região Norte.
É a pessoa certa para prosseguir com o trabalho realizado, com continuidade e abrangência regional, sendo um defensor da descentralização progressiva, bem planeada e por fases no tempo necessário, donde ser de todo o mérito a sua reeleição, se o Colégio Eleitoral quiser seguir o futuro, embora votando em liberdade e independência partidária.