Mais um ano está a chegar ao fim. Outro se iniciará numa rotina exasperante. Aqui, no país, vão aparecendo agora algumas novidades, mas reformas para se alterar o que quer que seja, tardam, porque há impedimentos de ordem ideológica. O tempo, contudo, é inexorável. Um ano acaba; outro começa. E a vida continua, genericamente, também numa rotina exasperante.
1 - Nesta certeza temporal, as novidades ainda não são aquelas que o país precisa: Esperançosas. Ou seja, não se vislumbram novidades verdadeiramente mobilizadoras. Concretas. Realistas. As novidades com arrojo capazes de provocarem mexidas na pasmaceira habitual. É isso que os políticos da oposição querem: um país pasmado, estagnado, atrasado e carregado de pobreza. Esses políticos investem forte nos pobres como potencial garante eleitoral. Uma tristeza para 50 anos de democracia e de muitos discursos laudatórios ao regime. A fiscalização da oposição que chega ou engendra, apresenta um cariz tóxico, irresponsável e abusivo. São só para perturbar. Para complicar. Para tentar impedir a boa caminhada encetada.
2 - O arquivamento do caso Spinumviva, difícil de tragar por parte da esquerda, é o exemplo categórico e evidente do desnorte e da leviandade da seita dos derrotados que procuraram, num cenário de borga política para construir pingarelhos e para minimizar os vencedores; questionar a estabilidade social e pôr em causa um dos pilares da democracia: o voto em urna. A esquerda apostou todas as fichas na destruição política do primeiro-ministro, Luís Montenegro. Perdeu. Foi uma derrota brutal! Não vão aprender nada com o episódio falhado!
3 - Nestas borgas políticas, incendiárias e demasiado ruidosas, bem acolitadas pelas repugnantes denúncias anónimas, as reformas ficam-se somente pelos propósitos. As mais badaladas aquelas que poderiam alterar o ritmo da vida das pessoas, ficam a marcar passo, porque “as mãos invisíveis” de uma oposição sempre crispada e doentia não deixam avançar. O desgaste que provoca e o tempo precioso que se perde para se actuar nos verdadeiros problemas do país são pedregulhos no caminhar de um Estado que se quer soltar dos interesses, das conveniências e da soberba do poder pelo poder.
E, nesta conjuntura política de minoria governativa, as reformas têm sido praticamente impossíveis de executar, apesar do esforço e da vontade de um governo que as quer levar avante para conferir aos portugueses um nível de vida enquadrado com os padrões europeus.
4 - Continuando no campo caseiro. Aqui, abundam as tais politiquices e onde há politiquices não há reformas com o país a esperar por outro andamento no desenvolvimento. Tudo o que o governo nacional propõe, faz e diz é objecto dos maiores dislates e de tiradas demagógicas. O caso das residências universitárias foi o canto do cisne dos neo-socialistas que pediram logo a demissão do ministro, Fernando Alexandre, ainda a procissão ia no adro. Nesta linha de actuar, apressada e balofa, os problemas sociais e os serviços públicos não se resolvem.
Em contraponto à estratégia retrógrada e do agir insensato da oposição, a economia nacional recebeu um poderoso incentivo da revista britânica “The Economist”. Foi distinguida como a economia do ano 2025 no universo dos 36 países mais ricos do mundo. Uma distinção honrosa para o país que procura fugir à pobreza e é uma prova de qualidade do governo que tem desenvolvido uma política séria e rigorosa, de avanços significativos na economia, no emprego e na estabilização social do país.
5 - Do mundo não tem vindo coisa boa. As novidades internacionais estão focadas no campo do rearmamento da Europa para se defender das crueldades de dois loucos que têm causado a apreensão e instabilidade. O rearmamento europeu tem exigido avultados recursos financeiros para se criar novas “ferramentas bélicas” de forma a enfrentar o descaramento e a desumanidade de um perigoso ditador que vocifera, estupidamente, recorrer ao uso do nuclear. Um absurdo!