Nos últimos tempos tem surgido um número elevado de textos sobre Ricardo Horta, em função do bom momento que o Capitão bracarense atravessa. Já por várias ocasiões escrevi sobre este assunto, porque se trata de um atleta diferenciado em Braga, onde o tempo e o seu desempenho fizeram dele uma referência histórica.
O SC Braga vive uma fase positiva nas diversas competições, dando a sensação de que o caminho que, a determinada altura, parecia perdido, voltou a ser encontrado. As ideias que sustentam o processo que Carlos Vicens está a implementar começam a ganhar consistência aos olhos dos adeptos e até o respeito da imprensa. Um fator determinante para inverter o percurso negativo, que chegou a parecer o limite temporal do novo SC Braga, foi a união dos jogadores em torno do seu líder. Este é sempre um vetor fundamental, porque sem união tudo se desfaz mais facilmente.
Os Gverreiros do Minho têm alcançado resultados positivos nas várias competições e, para isso, muito tem contribuído a influência de Ricardo Horta, cuja qualidade é inegável e que, em condições normais, ajuda a elevar a equipa bracarense a outro patamar. Tem sido assim nos últimos tempos, com o histórico camisola 21 a marcar golos, a assistir e a ser a luz que ilumina a equipa nos momentos de menor claridade em campo.
Recentemente, na pausa das seleções, escrevi publicamente que “A ausência mais incompreensível nas convocatórias portuguesas no contexto atual é mesmo a de Ricardo Horta, que é um nome incontornável nas melhores prestações bracarenses, sendo lamentável que Roberto Martínez continue a manter o seu afastamento dos trabalhos do conjunto das quinas”. Ora, nos últimos dias, são várias as pessoas a emitir opinião semelhante, o que me apraz registar, uma vez que o tempo tem confirmado o que escrevi, existindo um Horta de qualidade em Braga, capaz de fazer vacilar o treinador nas próximas convocatórias.
Roberto Martínez lamentou a ausência de Ricardo Horta na fase final do último Europeu, dizendo em público que era com mágoa que deixava o atleta de fora, dando um tratamento especial a esse caso. Ora, aquele momento traz à memória a velha situação do homem que bate na “sua” mulher e depois diz que a ama. Imaginemos se não amasse. É mais ou menos assim que interpreto as palavras do selecionador em relação ao Capitão arsenalista, cuja ausência em algumas convocatórias roça o surreal, tendo em conta o contexto de certas chamadas. Caro Roberto Martínez, fique a saber que, se eu elaborasse as convocatórias, o nome de Ricardo Horta seria presença obrigatória, tal como acontece com a maioria dos jogadores que habitualmente são convocados, estejam a jogar bem ou mal.
Voltando ao SC Braga e ao seu maior símbolo, que vai batendo recordes atrás de recordes, faço votos para que a equipa continue este percurso de consolidação, cujos resultados positivos têm sido fundamentais na fase ascendente que se tem observado. À massa adepta braguista deixo um apelo: que todos façam um esforço para marcar presença e dar o apoio que a equipa precisa e merece, porque em Braga queremos “vencer com todos”. Que o amor pelo “vermelho e branco” seja mais forte do que as adversidades e que a equipa continue a sentir o carinho dos adeptos, mas em doses ainda mais generosas.