Dos tempos em que trabalhei cerca de 10 anos na sede mundial do Grupo SONAE, recordo-me desta habitual frase cheia de ironia e sarcasmo do Sr. Engº Belmiro de Azevedo, então “o Homem e empresário mais rico de Portugal”, quando via os políticos a festejarem vitórias eleitorais. Ou seja, em rigor, só depois das eleições é que os factos históricos irão confirmar, ou desmentir, se existem motivos para o Povo festejar ou, pelo contrário, para chorar. Especificando: lembram-se de José Sócrates Pinto de Sousa a festejar a vitória nas eleições? Estaria a festejar a Troika que viria depois? E os contratos ruinosos para Portugal das PPP’s? Ou o julgamento do seu processo-crime que só começou passados 10 anos? E Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, Pedro Passos Coelho (que foi obrigado a tirar Portugal da bancarrota), António Costa, Luís Montenegro Esteves e a Spinumviva? Será que o Povo Português obteve mais alegrias do que tristezas, tudo somado? Ou foi precisamente o contrário? Não estaremos a assistir à substituição da população Portuguesa? Pobreza de quase 1/4 da população (INE), alta taxa de emigração qualificada e alta taxa de imigração desqualificada para dentro de Portugal, com honrosas excepções, sem sequer se indagar do respectivo cadastro criminal em mais de 1,5 milhões de pessoas (!). Só recentemente cerca de 21.000 imigrantes ilegais expulsos do espaço Schengen tentaram reentrar (facilmente) por Portugal! Por outro lado, cerca de 30 Marroquinos que chegaram de barco ao Algarve ilegalmente desapareceram recentemente pois “tinha terminado o tempo de detenção”. Ou seja, dá-se a ordem de expulsão dos imigrantes ilegais, mas, depois, em concreto, não se expulsa absolutamente ninguém. Faz-se publicidade para virem mais! As pessoas têm que ser tratadas com dignidade, mas, num país pobre como Portugal, se se deixar entrar todos os imigrantes, sem qualquer regulamentação, o mais certo é resultar numa guerra civil. É questão de tempo. E até se sabem ler, escrever e falar em Português?! Art. 11º/3 da Constituição. A isto acrescem salários baixos, falta de progressão nas carreiras, cabaz das compras básico cada vez com um preço mais elevado, números muito elevados nos suicídios, habitação para milionários, assédio moral e sexual no trabalho com fartura, impostos demasiado altos. Mais eucaliptos, mais fogos, mais “projectos ecológicos” como a maior central de Portugal (Sophia) que levará ao abate de mais de 1.500 azinheiras e sobreiros (!). Ecocídio?! I.e. uma disparatada forma de olhar para os problemas ambientais. Talvez para captar milhões de € em ajudas?! E o TGV que vai provocar expropriações em massa e a destruição da calma em muitas zonas de Portugal. Numa altura em que os outros transportes evoluíram de tal forma, será que o TGV ainda é mesmo necessário. E ao que consta com preços dos bilhetes tão ou mais caros do que os aviões! Corrupção generalizada nomeadamente nas autarquias, mas também em instituições e empresas públicas: “O número de Autarquias Locais é mais de cinco vezes maior que as entidades públicas da Administração Pública Central, pelo que haverá maior probabilidade de serem registados casos de corrupção neste sector”, Jornal i, 2/2/25. Mas será só uma questão de número ou de intenção de tentar capturar os muitos milhões que passam pelos orçamentos das Autarquias, dinheiro do Povo?! Nestas eleições autárquicas de 12/10/25 gostaríamos de agradecer do coração todos os votos no ADN-Alternativa Democrática Nacional que concorreu pela primeira vez a alguns dos Concelhos e Freguesias, mas também todos os votos livres e espontâneos que foram no sentido do Estado de Direito. Cada Concelho, cada Freguesia, é um caso diferente. E a abstenção continua a ser muito elevada. E se PS, CDU e CDS “derrotaram” o Chega a nível nacional, também é verdade que o Chega teve mérito em alcançar pela 1.a vez 3 Câmaras Municipais. Não podemos de modo algum dizer que André Ventura diz ou faz tudo errado. Bem pelo contrário, acerta muitas vezes no alvo. Mas sozinho não vai lá. Quanto ao fim dos partidos mais clássicos em Portugal, basta olharmos para a Europa e o Mundo. Esse será o futuro também de Portugal. De falsas morais estão os Portugueses fartos.
“Mas estão a festejar o quê (nas eleições)?!”
Gonçalo S. de Mello Bandeira
17 outubro 2025