Se quisermos fazer uma ideia do desnorte da maior parte dos partidos da oposição que se apresentam às eleições no município de Braga, basta observar com atenção às suas reações à proposta de João Rodrigues no que diz respeito à gratuitidade, para residentes, dos transportes públicos a implementar nos TUB – Transportes Urbanos de Braga.
O PS, no passado ainda recente, defendeu fervorosamente esta medida para Braga e agora – pasme-se ! – António Braga vem insurgir-se contra ela, sem se incomodar com esta incoerência socialista.
Mesmo que o candidato do PS se tenha afastado do nosso concelho há mais de 12 anos e, portanto, lhe falte muita informação sobre as questões mais básicas que afetam os habitantes de Braga – como se percebe pela sua insegurança e arrogância nos debates televisivos – não é possível entender esta sua posição face ao que o Partido Socialista sempre defendeu.
E o que dizer da Iniciativa Liberal que também é contra a gratuitidade nos TUB?
No entanto, ainda há pouquíssimos meses Rui Rocha assinou e, portanto, concordou com um acordo de coligação no Porto, onde essa medida aparecia em grande destaque! Então a gratuitidade dos transportes públicos no Porto já lhe serve, mas em Braga pretende que o transporte público de autocarro seja pago pelos seus residentes?
O mínimo de coerência e de sentido do interesse municipal seria de desejar aos partidos da oposição nas propostas que apresentam aos bracarenses.
Aliás, João Rodrigues fundamentou financeiramente e economicamente esta sua proposta eleitoral durante os vários debates televisivos, sem argumentação convincente ao contrário por parte dos seus adversários.
Desconhecem os candidatos da oposição que os transportes públicos são gratuitos em locais com população de qualidade de vida muito superior à nossa, como no Luxemburgo e em várias cidades por essa Europa fora? Realmente a sua posição não se entende.
Os TUB, quando o PS era responsável pela Câmara Municipal em Braga, até 2013, estavam em falência técnica, com problemas gravíssimos ao nível da sua frota, da sua manutenção e logística , já para não referir outros problemas do foro judicial que são do conhecimento público.
Os TUB, assim como outras empresas municipais, evoluíram muito: a média dos carregamentos mensais dos TUB ultrapassam agora 53 mil por mês, a renovação da sua frota mais confortável, descarbonizada, mais amigo do ambiente, o aumento grande do seu número de passageiro e a maior cobertura do concelho, são hoje uma realidade.
De facto, foram adquiridos 43 viaturas elétricas e 32 viaturas Gás Natural, estando agora a decorrer o processo para a compra de mais 38 viaturas elétricas.
Não foi por acaso que o presidente socialista da Câmara Municipal de Viana do Castelo – que António Braga deveria, sem a sua arrogância, ouvir – afirmou que o modelo implementado nos TUB é uma referência nacional e que deseja implementá-lo no seu concelho.
Rui Rocha, ao contrário da população de Braga, não conhece esta energia do concelho, o que lamento quer pela minha estima por ele, quer por ter desejado, sem sucesso, que a sua liderança da IL fosse um obstáculo ao crescimento do populismo.
Aliás, alguém sabe de alguma iniciativa de Rui Rocha a favor de Braga no Parlamento? O leitor conhece, apesar de ser eleito por Braga? Pela ausência de propostas concretas percebe-se que Rui Rocha conhece melhor os cantos do Parlamento do que as nossas freguesias, nas quais a IL, na sua maioria, nem listas a sufrágio apresentou.
No entanto, exigia-se também mais de Rui Rocha, mais credibilidade nas suas parangonas e irrealistas promessas eleitorais, oriundas talvez de qualquer gabinete de um “ iluminado” lisboeta e mais adesão à nossa realidade. A proposta da estação do TGV para Ferreiros, com 3 kms de comprimento é de quem desconhece o que propõe.
Se a IL olhasse menos para o seu umbigo e mais para os interesses de Braga, teria dado o seu contributo para uma solução ainda mais robusta para a criação de condições políticas de combate ao regresso da gestão socialista. Isso aconteceu em vários concelhos do país mas em Braga a IL cedeu a um irresponsável oportunismo político. Aliás, os eleitores não se vão esquecer disso na altura certa e irão concentrar os votos na Coligação liderada por João Rodrigues.
O desenvolvimento que Braga conheceu desde 2013 terá de continuar, dirigido por quem mais lutou por ela todos estes anos, para continuar a dar cartas ao mundo por aquilo que conseguiu fazer, na sua vida económica, urbanística, social, ambiental, cultural e desportiva.
Caberá a todos nós decidir !