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O reconhecimento do Estado da Palestina

Alguns países da União Europeia já declararam publicamente o reconhecimento do Estado da Palestina, enquanto Portugal tem preferido o silêncio.

Convém recordar a antiga política da administração americana para o Médio Oriente que nada tem a ver com a política atual.

Importa recordar o que diz o livro do ex-Presidente dos EUA, Jimmy Carter: “Palestina: Paz, Sim. Apartheid, Não.”

Jimmy Carter teve a capacidade de negociar a paz entre Israel e o Egito, manteve-se ativamente ligado aos assuntos do Médio Oriente depois de ter deixado a Casa Branca. Neste livro, partilha o seu conhecimento pormenorizado da história da região e analisa as questões políticas mais sensíveis que muitos dirigentes e altos funcionários americanos têm evitado. Sem vacilar, recomenda os passos que devem ser dados pelos dois Estados que dividem entre si a Terra Santa – Israel e a Palestina – sem que se instaure um sistema de apartheid ou se mantenha o medo constante do terrorismo. Não haverá uma paz substantiva e permanente para nenhum povo nesta região tão perturbada enquanto Israel cogovernamental dos Estados Unidos deve estar na linha da frente para alcançar o objetivo, há muito adiado, de um acordo justo que possa ser honrado e cumprido por ambas as partes. Este é um livro corajoso que nos desafia e nos faz pensar. Jimmy Carter, um dos presidentes dos Estados Unidos, foi o presidente maior defensor da paz no Médio Oriente e manteve-se ativamente ligado a assuntos do Médio Oriente. Até muito recentemente, sabia-se, e era o que deles se esperava, que os presidentes americanos exerciam a sua melhor influência para obter a paz no Médio Oriente, de uma forma objetiva e sem preconceitos. Para que possam continuar a assumir, este papel fundamental, os Estados Unidos devem ser um participante em quem se possa confiar, imparcial, consequente, firme e entusiástico e um parceiro – e não um juiz – de cada uma das partes que se encontram em conflito. Mesmo sendo inevitável que possa haver desvios, num sentido ou noutro, em certos momentos, Washington deve acabar por violar as resoluções das Nações Unidas, a contrariar a política oficial Árabe e oprimindo os Palestinianos, escreve Jimmy Carter. E os líderes, mais uma vez, um papel de mediador sincero.

Narciso Machado

Narciso Machado

18 julho 2025