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Não à guerra, sim à paz

O nosso mundo actual, infelizmente, é palco de várias guerras, que destroem edifícios, gastam dinheiro, matam pessoas e, certamente, entre estas encontra-se o pessoal militar que se degladia.

 

Exemplos mais chamativos: conflito da Rússia contra a Ucrânia e de Israel contra países vizinhos, sobretudo a “Faixa de Gaza”. Quantas vidas humanas já não se perderam. Isto para não citar outros conflitos a que os meios de comunicação social não dão tanta relevância. As notícias, com frequência, falam de ataques bélicos contra instalações militares importantes e, de uma forma menos clara, talvez até de um modo colateral, também indicam que os ataques provocaram a morte de civis, isto é, de pessoal não combatente, que acabou a sua vida de forma acidental e não como interveniente dos combates.


 

Aliás, sempre a guerra foi causa de muitas destruições e do fim de muitos seres humanos, que por pertencerem a uma sociedade que participa na luta, acabam por ser vítimas de alguma bomba que rebenta, de uma casa que os protegia e é destruída, etc.. Ou seja, uma guerra faz desaparecer muita gente que não é um elemento competitivo da sua razão de ser.


 

A sua realidade foi comparada – creio que com certa razão –, aos danos e às consequências causados por alguém que perde a paciência e o controle de si mesmo, dizendo coisas que lhe saem da boca num momento exarcebado. Só depois verifica, com certa vergonha, o que disse e como o disse. Além de que gerou à sua volta um clima efervescente de violência incontrolada, que atingiu alguém com um golpe exagerado, duro e repentino, etc.. Se tem consciência e a humildade para reconhecer que as suas atitudes foram exgeradas e, ao reparar no que fez, se surpreende a si mesma e sabe pedir desculpa pelo exagero da sua conduta, pode com tal procedimento arrefecer os ânimos e o temor de quem foi vítima do seu descontrolo. Mas há, inevitavelmente, danos que o seu comportamento não é capaz de reparar, porque uma conduta incontida acaba sempre por não poder voltar atrás e reparar, em plenitude, nas perdas e danos que motivou. 


 

Assim, por exemplo, quando uma bomba destrói um prédio, pode haver quem fique sem casa para viver, ou de perceber que o seu trabalho de anos para construir materialmente um lar em condições, se esboroou completamente

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O resultado de uma guerra entre duas sociedades é motivo e causa eficiente para criar situações irreparáveis de injustiça, de pobreza, de dor, de invalidez e também de morte. Por isso, na consciência, independentemente de o nosso juízo e a nossa simpatia poder estar do lado de um dos contentores, o objectivo deve ser o de procurar que a paz liberte quem se guerreia desse flagelo de substituir o diálogo – ainda que difícil – pela violência do combate bélico.


 

Este é sempre uma manifestação desmedida e imprevisível de quem se entrega a uma luta aberta com o seu semelhante, As consequências são de verdade imprevisiveis.

P. Rui Rosas da Silva

P. Rui Rosas da Silva

17 junho 2025