O mundo está um frangalho. Já não chegava um déspota sanguinário e destruidor (Putin), um ditador com carinha de anjo (Xi Jinping), junta-se ao dueto um louco, completamente louco (Trump) e com ideias imperialistas e mercenárias para tornar este mesmo mundo um verdadeiro inferno de terror e de confusão. E a Europa neste jogo diabólico e de loucura anda desnorteada, sem saber bem o que fazer. As lideranças europeias, outrora audazes e lúcidas, hoje tremendamente fracas e inadequadas, lançando milhares de milhões para a praça pública, deixaram-se apanhar na rede das tretas dos pacifismos, das novelas do wokeismo, das distribuições gratuitas, da imigração de portas escancaradas e de muitas outras patetices que estão agora a desaguar num mar de pasmo, de histeria e de confusão generalizada.
1 - Uma onda de loucura, atingindo o mundo “civilizado”, incompreensível ao nível das potências bélicas, também chegou a Portugal, embora com outros contornos, mas suficientemente graves para o quotidiano das pessoas. Esta crise política artificial e extemporânea está a provocar muita confusão e adiamentos na resolução dos problema sociais. A “bandalheira” instalou-se na política partidária opositora e com uma ânsia desmedida pelo poder, causando a queda de um governo que estava a governar bem e a cumprir com rigor o seu programa. Daí, a realização de novas eleições legislativas contra a vontade majoritária do povo luso.
2 - Nunca mais a política nacional se vai orientar pelo princípio básico e puramente democrático do “quem ganha as eleições governa”. Isso acabou a não ser que um partido consiga arrecadar maioria absoluta. O dr. Costa abriu a caixa de pandora em 2015 ao engendrar a “Geringonça” para não ser desterrado para o vazio da política. A primeira vítima directa foi o Presidente Regional dos Açores, Vasco Cordeiro e tudo aponta, em caso de vitória (improvável) do PS em 18 de Maio, este partido não acederá ao poder de maneira nenhuma. Outra caixa de pandora foi aberta com a CPI ao Primeiro-ministro. Desta vez foi a dupla PNS/AL que tomou a iniciativa, tendo como único objectivo fragilizar a conduta ética e moral de Luís Montenegro. Não vai adiantar nada e nada ganhará com esta ofensiva raivosa. As sondagens assim o dizem e a nota dominante que se extrai desta consulta é que o PSD irá fortalecer a sua maioria relativa, havendo mesmo o bom risco de obter maioria absoluta, o que seria dramática para o futuro político cinzento da tal dupla PNS/AL e do próprio neo-socialismo.
3 - Afinal quais foram os pecados ou as ilegalidades que Luís Montenegro cometeu? Ser um político com recursos financeiros? Ser empreendedor? Ser inovador? Estar bem casado e em regime de comunhão de adquiridos? O que é que os neo-socialistas queriam? Um Primeiro-Ministro “pobre” que findo o mandato andasse a mendigar no Martim Moniz? Que fosse sujeito a bullying na sua própria sobrevivência pela canalhada estudantil extremista do BE como aconteceu com Passos Coelho (PC) que, essa canalhada, tudo fez para impedir que exercesse a docência na Universidade Lusíadas? Convém recordar para memória futura que esta ofensiva fanática, despropositada, até imbecil, do sector estudantil esquerdista nacional contra PC, ex-primeiro-ministro, que cometeu o pecado de salvar Portugal das garras dos credores internacionais, foi um verdadeiro exemplo de falta de democraticidade, de respeito e de estupidez.
4 - É mesmo um problema sério estar na política lusa. E na política dos compromissos muito mais. Da dignificação dos cargos e das funções. Daí, aparecerem com frequência os “patos bravos” de aviário (jotinhas) nos lugares cimeiros da nação. E depois, neste desnorte e muito democraticamente, surgem de “geração espontânea” os Putin’s, os Trump’s e outros da mesma igualha que colocam a sociedade mundial em polvorosa. Os “patos bravos” de cá têm colocado, estrategicamente, o país em situações deprimentes. Querem e fazem pagode e, depois, vitimizam-se. Não é nada com eles.
Os poucos políticos em condições de exercerem o seu mandato com dignidade, capazes de contribuir para ajudar a construir um país melhor e que estão em lugares importantes da administração pública, são arrastados para o lameiro por “insignificâncias” ou por maquinações abjectas pensadas e desenvolvidas por mentes desviadas das necessidades mais básicas de uma nação que se quer ver livre do espartilho da estagnação e dos radicalismos.