O que eles (uns tantos jornalistas, comentadores, avençados, troll’s e políticos lazarentos) inventaram! Inventaram que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, englobou nos serviços prestados à empresa do pai do dr. João Rodrigues a escolha deste como candidato à Câmara Municipal pela Coligação “Juntos por Braga”. E recebera pelo “frete” 194 mil euros! (Quem acredita nisto?!) O que eles inventaram com PNS à cabeça! Inventaram e quiseram, à força, impingir aos incautos esta narrativa falsa! Quiseram enrolar e contaminar o eleitor bracarense com um palavreado ideológico de moralidade tóxica e de uma ética republicana balofa! A política não pode sustentar-se em falsidades e em estados de alma; a democracia em deturpações degradantes dos factos e muito menos na manipulação do eleitor com narrativas redondas.
1 - Na verdade, os neo-socialistas bracarenses estão desnorteados. A forte possibilidade de terem uma boa derrota assusta-os. Esta probabilidade a verificar-se, poderá fidelizá-los mais doze anos a curtir na travessia do deserto do poder. Daí, darem gás a estas manobras falaciosas de falsidade descarada. E acreditarem (?) na possibilidade remota de se colher alguns benefícios eleitorais. O problema é que os semeadores semearam a má semente muito fora do tempo e sem preparar devidamente o terreno. Esta semente enfezada, por certo, nem chegará sequer a germinar nas mentes sensatas e esclarecidas. Até costuma a ter o condão de funcionar no movimento boomerang. É claro que esta atoarda da compra da nomeação só causou alguma aceitação e laudatória nas alminhas seguidistas que não vacilam, em matéria da ideologia igualitária, perante estas “bocas secas” sem sentido e anti-democráticas.
2 - Se os neo-socialistas não trabalharem na pré-campanha e na campanha eleitoral com outras armas, as armas da verdade, da sensatez, do bom esclarecimento, do rigor das propostas e numa dimensão mais desanuviada não vão conseguir inverter o mau resultado eleitoral que é esperado. Quiseram, talvez, acreditar que o eleitor iria engolir esta falsidade de ânimo leve e se tornaria num zombie eleitoral. A verdade é que já não estamos nesse tempo. O tempo em que a palavra “socialismo” funcionava como fermento para crescer o bolo nas urnas. Esse tempo é passado e de um passado sem glória que causou agruras no viver do povo português.
3 - Como não chegasse a campanha vil, demolidora, tola, desesperada contra Luís Montenegro que cometeu o pecado político de consolidar o país, de o fazer crescer, de paulatinamente resolver os problemas do legado do dr. Costa, de criar uma atmosfera de tranquilidade e de expectativas positivas na sociedade nacional, avançaram sem freio e sem filtros para todos os campos eleitorais no sentido de causar turbulência e incómodo social. Sublinho uma acção real, comprovada e demasiado repetitiva na “dinâmica” neo-socialista nos cinquenta anos de democracia: no governo não sabem governar, aliam-se seja a quem for e fogem às responsabilidades, quando se apercebem da borrasca; na oposição não deixam governar.
Nota de rodapé - Assisti aos três debates na Assembleia da República desencadeadas pelas duas moções de censura e pela moção de confiança. Fiquei perplexo com a qualidade de alguns deputados intervenientes. Até parecia que não sabiam ler os papelinhos que tinham nas mãos. Outros colocavam questões sem nexo e sem substância. Outros ainda “desordeiros” gritavam e gesticulavam com atitudes impróprias numa Assembleia que merecia outro respeito e outra participação. Como é possível termos eleitos de qualidade tão baixa no hemiciclo?
Mais vale tarde que nunca – diz o povo – é tempo de se reduzir o número de deputados; é tempo dos partidos escolherem mesmo os melhores; é tempo de pagar melhor aos eleitos; é tempo de lhes exigir mais. É tempo de se sacudir o “lixo” electivo; é tempo de captar os melhores da sociedade civil; é tempo, enfim, de deixar de os criar em cativeiro (jotinhas).