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Luta e resistência

A temporada desportiva caminha apressadamente para o seu fim e o SC Braga tem ainda pela frente uma etapa de luta e resistência para tentar alcançar o objetivo que os braguistas desejam de ficar no pódio da liga portuguesa. Contudo, a tarefa não se adivinha nada fácil, porque os Gverreiros do Minho defrontam sempre adversários motivados, com vontade interminável de fazer tombar os membros da Legião do Minho.

Após vencer o FC Porto, na jornada anterior, o SC Braga tinha uma longa deslocação até ao estádio de S. Luís, porque o SC Farense só aceitou jogar no neutro estádio do Algarve contra os três clubes do sistema, que se autoproclamam grandes, tendo daí resultado três derrotas que lhes complicam a vida. É uma luta desigual à partida, com decisões como esta dos algarvios a acentuarem ainda mais essa desigualdade na luta pelos pontos que no fim determinam as classificações. 

Para a deslocação ao mítico S. Luís havia a consciência geral das dificuldades que iriam surgir, porque os farenses respiram por agora muito pior do que imaginavam à partida, estando em respiração debaixo da (linha de) água que separa os que descem diretamente dos outros. O resultado viria a ser favorável, num jogo em que os adeptos marcaram presença no apoio cada vez mais necessário à equipa, nesta fase importante, imbuídos de uma fé que nem a saída numa madrugada de Braga e a chegada na outra os impediu de fazer tamanha deslocação com o desejo de ajudar a equipa a chegar ao triunfo que mantivesse vivo o objetivo de chegar mais acima.

Os autocarros empreenderam viagem muito cedo, com algumas pessoas a optarem por voar até Faro, e a chegada ao estádio foi antecedida de medidas desproporcionais das forças de segurança envolvidas, parecendo até que havia ali riscos elevados de algo que passou ao lado de todos. O aparato de segurança criado foi, manifestamente, exagerado, porque os braguistas só queriam ver a sua equipa jogar e ganhar. Contudo, é preciso realçar que a entrada foi atempada e segura, o que valida o trabalho global dos agentes de segurança.

O jogo teve uma primeira parte fraca dos brácaros e uma supremacia inesperada dos algarvios, pelo que o intervalo com o nulo no marcador deixava tudo em aberto para o segundo período. O descanso permitiu que Carlos Carvalhal ajustasse o meio campo e, com isso, entrasse mais forte na etapa complementar, a ponto de marcar um golo, por Gabri Martinez, e falhar mais algumas oportunidades flagrantes, numa partida em que Lukas Hornceck voltou a exibir-se a um nível elevado, contribuindo bastante para mais um encontro sem sofrer golos, ajudando a alcançar os três pontos em disputa. O menino gigante que guarda a baliza brácara tem dado passos seguros rumo a um futuro que se deseja bastante risonho. 

Uma nota final negativa para a prematura lesão de Fran Navarro neste encontro, que se juntou à do ausente Gharbi, e uma nota positiva para a entrada, em modo de estreia, de Rúben Furtado, cujas lágrimas de alegria lhe lavavam o rosto quando a equipa saudava os adeptos no final, sob a sua liderança. É, por certo, um dia para mais tarde este menino recordar.

António Costa

António Costa

20 março 2025