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A democracia a caminho da destruição

Atravessa o mundo um período conturbado, por motivos de natureza diversa, ambiental, social, económica e política, devido a não vir a ser seguido o caminho global, com integração interativa, embora com ideologias e políticas diversificadas, mas acima de tudo deve haver humanismo, solidariedade sem discriminação, seguindo percursos ideológicos extremistas.

Após uma globalização transversal e ideologicamente assertiva, verifica-se uma fase de degenerescência e absolutismo, seguindo uma via de autocracia e oligarquia, considerando os seres humanos como objetos e destruindo sociedades comunitárias transcontinentais, com princípios e valores, para prosseguirem a sua missão global, com paz e esperança.

A democracia nos Estados Unidos da América, que foi uma referência há décadas, tem vindo a ser destruída progressivamente e, mais recentemente, com a implantação da oligarquia, governada por autocratas com sentido racista, xenófobo e dando abertura a uma vitória não militar à Rússia sobre a Ucrânia, que tem tido dificuldades no terreno, devido à resiliência, coragem e sentido patriótico do povo ucraniano e sem qualquer mediador.

A fundação da União Europeia e da NATO, esta última fundamental para garantir a sua segurança transatlântica, com apoio dos Estados Unidos da América, está em risco, como recentemente foi instado por Elon Musk, a abandonarem a NATO e as Nações Unidas.

A Europa acreditou numa continuidade da paz, após a Segunda Guerra Mundial, e prosseguiu um percurso para considerar a sua estruturação unitária e comunitária, com sentido de abrangência social e económica, mas infelizmente a Rússia preparou outro caminho oculto, para tentar reconstruir o seu império e atuar em situações de fragilidade.

Este indício começou quando se apoderou da Crimeia, não tendo a Europa tomado qualquer posição. O caminho estava iniciado, admitindo conquistar a Ucrânia com facilidade. No entanto, não contava com a coragem, resiliência e o sentido patriótico de Zelensky e, por outro lado, a Europa não preparou a sua segurança para esta situação previsível. Face à posição de Trump, tem de se pensar séria e rapidamente na sua defesa, pois a Rússia não vai parar, podendo haver o risco de uma guerra nuclear, havendo aqui os apoios da França e da Inglaterra.

A União Europeia, com apoio do Reino Unido, terá de fazer frente a esta situação, que se pode agravar se não houver estratégia diplomática e de segurança, para evitar uma guerra transversal à Europa, podendo conduzir a três grandes Impérios: Estados Unidos, Rússia e China, embora haja a esperança de esta continuar a manter uma posição não percecionada neste sentido.

A União Europeia tem de ser firme no imediato, preparando a sua defesa e rearmando-se com eficiência e dentro das novas tecnologias bélicas, no sentido de impedir o que pode vir a ocorrer, sem atuar a energia nuclear, mediante recurso a uma diplomacia, sóbria, serena e concreta, com a esperança da manutenção da Aliança Atlântica, e que o autocrata TRUMP reverta a sua posição, a bem da humanidade.

Bernardo Reis

Bernardo Reis

8 março 2025