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Houve uma mulher – o seu nome era Teresa – que perfumou o tempo com torrentes de bondade e beleza.
Essa mulher – que será sempre a minha Mãe querida – nunca deixará de ser a inspiração maior de toda uma vida.
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Foram muitos os anos de contínua aprendizagem, enquanto por esta terra ela fez a sua humana viagem.
Foi, sem dúvida, com ela que mais aprendi. Tê-la comigo é o tesouro que mais cintila dentro de mim, aqui.
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Agradeço ao bom Deus por a ter colocado ao meu lado. E louvo o Senhor por, quando achou por bem, a ter chamado.
Não escondo a dor e a saudade que se alojaram em mim. Mas sei que ela me acompanha sempre, até ao fim.
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Domingo, 13 de Novembro, era o dia dos seus anos. Digo «era» porque, para Deus, um «dia é como mil anos e mil anos como um dia» (cf. Sal 90, 4; 2 Ped 3, 8).
Neste momento, ela já vive no tempo sem tempo, em que o presente nunca passa.
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Nós é que nunca a esquecemos e não deixamos de assinalar a sua vinda a este mundo.
Ainda no ano passado, os 92 anos foram celebrados com tanto amor e alegria.
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Não vais ser esquecida, minha santa Mãe. No próximo Domingo, vamos fazer-te uma homenagem.
Serás recordada na tua fé, humildade e amor. Apresentaremos um livro com os principais momentos da tua existência. Muitos terão oportunidade de se reencontrar com a tua candura e inocência.
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Não foi só por seres minha Mãe. Mas tu, Mãe, por onde passaste, um rasto luminoso deixaste.
Sei que nunca serás canonizada. Mas não duvido — nem por um instante — de que por Deus foste logo acolhida. Mesmo aqui, o Céu já estava em ti.
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Como Isabel da Trindade, encontraste o Céu na Terra. Porque o Céu é Deus e Deus nunca esteve fora longe de ti.
É de junto d’Ele que me conforta ouvir-te a toda a hora: «Meu filho, tu estás sempre comigo» (Lc 15, 31). E eu também quero estar sempre contigo, minha saudosa – e cada vez mais amada – Mãe.
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Enquanto viver, nunca te deixarei esquecer. Foi um privilégio inaudito viver com uma santa à minha beira, durante a vida inteira.
Dói infinitamente ficar sem mãe. É ficar sem a terra em que a planta da nossa vida cresceu; ficar sem mãe é sentirmo-nos mais longe das nossas origens e mais perto do nosso final.
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Mas, paradoxalmente, ficar sem mãe significa também que estamos mais próximos de nos reencontrarmos com ela, nos seus braços. E, desta vez, para sempre.
Parabéns, Mãe, vida da minha vida. Vejo-te sempre linda, sempre pura, sempre tu, sempre Mãe!
Autor: Pe. João António Pinheiro Teixeira