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Escolas católicas contra impedimento de ensino à distância

Escolas católicas contra impedimento de ensino à distância
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Publicado em 27 de janeiro de 2021, às 20:15

APEC refere que decisão do Governo «fere a liberdade de ensinar e aprender».

A Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) considera que a decisão governamental de impedir as aulas à distância de forma generalizada «fere a liberdade de ensinar e aprender». A associação enviou uma carta às escolas associadas indicando que manifestou a sua posição face a esta matéria numa missiva dirigida ao Ministério da Educação, defendendo que «não está em causa, obviamente, nenhuma decisão que visa a imprescindível contenção e retração desta pandemia», mas sim medidas que impeçam de cumprir liberdades de ensinar e de aprender. Na passada quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino durante 15 dias para tentar travar os contágios pelo novo coronavírus. As aulas foram suspensas e os 15 dias de interrupção serão compensados noutro período de férias. «Por um lado, e de novo, toda esta circunstância se deve a um vírus que ultrapassa as nossas vontades. Mas a nossa vontade já deu mostras de ser capaz – muito capaz – de ultrapassar aquilo a que um vírus nos poderia resignar. Por outro e desta feita, alguns contornos desta circunstância devem-se a uma decisão governamental que parece querer ultrapassar a nossa legítima vontade», escreve a APEC na carta dirigida às suas escolas católicas associadas. Em declarações à Lusa, o presidente da APEC, Fernando Magalhães, explicou que a medida governamental de suspensão das aulas por um período de 15 dias tornando-a obrigatória para todas as escolas, públicas e privadas, não se coaduna com a autonomia dos estabelecimentos não-estatais. «No quadro da autonomia das escolas não estatais tudo concorre para que esta nossa certeza de que nos foi vedado um direito de ter continuidade letiva», disse. As escolas, adiantou, estão a cumprir integralmente o que foi determinado mantendo algumas, tal como já o faziam noutras interrupções letivas, o contacto com os alunos através, por exemplo, de atividades ludo didáticas. A decisão também recebeu críticas da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) que discorda da obrigatoriedade de suspensão das aulas não mantendo o ensino em regime à distância. [Notícia na edição impressa do Diário do Minho]
Autor: Redação/Lusa