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Papa regressa à janela do apartamento pontifício, sob aplauso dos peregrinos

Papa regressa à janela do apartamento pontifício, sob aplauso dos peregrinos
Fotografia Lusa/EPA

Agência Ecclesia

Agência noticiosa católica

Publicado em 18 de outubro de 2026, às 11:29

Superada fase «delicada», atividades serão retomadas gradualmente

O Papa regressou hoje à janela do apartamento pontifício para a oração do ângelus, menos de 24 horas após a alta médica do Hospital Gemelli, agradecendo a todos os que acompanharam nesta fase “delicada”.

“Superada esta fase delicada, como sabem, vou agora retomar gradualmente as minhas atividades, sempre com a ajuda de Deus e das vossas orações”, disse Leão XIV, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Ao longo de cerca de nove minutos, o pontífice foi saudado várias vezes com os aplausos da multidão e gritos de “viva o Papa”, reagindo com sorrisos e os seus habituais gestos de agradecimento e bênção.

“Desejo agradecer a todos os que, nestes dias, rezaram por mim. Senti realmente o vosso apoio, obrigado”, declarou, após a oração.

Leão XIV dirigiu-se, em particular, aos médicos, enfermeiros e todo o pessoal do Gemelli, onde esteve internado entre terça-feira e sábado.

“Esta experiência fez-me sentir de forma particular a proximidade com todos aqueles que enfrentam a doença e uma condição de enfermidade”, acrescentou.

O Papa foi submetido, a 13 de outubro, a uma cirurgia para remover um adenocarcinoma pulmonar, com ablação do lobo inferior do pulmão direito.

A necessidade de intervenção cirúrgica tinha sido anunciada pelo próprio Leão XIV no final da recitação do ângelus do último domingo.

Na reflexão inicial, que leu sem interrupções, o pontífice falou de uma “das frases mais famosas de Jesus” – ‘Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’ -, apelando ao exercício íntegro das responsabilidades humanas.

“É precisamente este o perfil de quem ‘dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’: ser verdadeiro, sem subserviência nem hipocrisia, livre para o bem”, afirmou.

Leão XIV sustentou que a fé no Reino de Deus “não retira os cargos nem as responsabilidades humanas” na sociedade, referindo que “Deus que não teme a história e, pelo contrário, vem habitar nela”.

“Pede que vivamos sem concessões, livres de más ambições e de interesses injustos, colocando acima de tudo o Reino de Deus e a sua justiça”, acrescentou.

No final do encontro de oração, o Papa associou-se à celebração do 100.º Dia Mundial das Missões

“Pensemos em toda a história missionária destes cem anos. Rezemos para que a Igreja seja sempre fiel ao mandato do Senhor Ressuscitado: ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a todas as criaturas”, declarou.

Leão XIV despediu-se com uma saudação geral a todos os presentes: “Mais uma vez, obrigado! Obrigado a todos e bom domingo!”.