A igreja matriz de Vila Nova de Famalicão encheu-se hoje de fiéis para celebrar o Dia Arquidiocesano da Família.
Uma dezena de casais renovaram os seus votos matrimoniais de 10, 20, 25, 30, 40, 50 e mais anos de matrimónio. Dois casais, casados há 51 e 52 anos, receberam no final da Eucaristia bênçãos especiais assinadas pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro.
O destaque para a «importância fundamental» da família - quer como célula da sociedade, quer como «núcleo essencial» da Igreja - foi dado pelo Padre Vítor Manuel Araújo, que presidiu à Eucaristia do Dia Arquidiocesano da Família.
Logo no início da celebração eucarística, o Assistente Espiritual do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar apresentou a família como «a célula da vida cristã», para deixar claro a suprema importância da família para a Igreja e para o mundo.
«Mesmo a família mais desestruturada do mundo continua a ser muito importante, porque ninguém se não for numa família», vincou o sacerdote, salientando que «é isso que estamos a celebrar no dia de hoje [ontem] à volta do Altar, escutando a Palavra de Deus».
Também o casal que lidera o Departamento da Pastoral Familiar, Elisabete Coutinho e Paulo Coutinho, destacaram a importância de celebrar o Dia da Família.
«É um convite da Igreja para que as famílias adotem o olhar de Jesus» e um «apelo» a que vivam «o amor do matrimónio» que «está presente ao longo de toda a vida».
Acrescentou o casal que o Dia Arquidiocesano da Família, que decorreu subordinado o tema “Famílias de Esperança”, é também um alerta para a necessidade de se criarem novos caminhos pastorais e de reforçar a educação dos filhos». É que, «através do sacramento do matrimónio, os esposos cristãos constituem uma espécie de igreja doméstica, cujo papel é essencial na educação e transmissão da fé».
Consciente de que as «famílias têm «uma grande missão», o casal exortou as famílias presentes na Eucaristia a «levar ao mundo a luminosa mensagem de ânsia e respeito pelos valores da família».
O Dia Arquidiocesano da Família começou com uma visita ao Museu de Arte Sacra de Famalicão, guiada por Diogo Cardoso, e que permitiu aos participantes «perceber como evolui a nossa fé, através da vida dos santos dos diferentes períodos da cristandade»