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Santuário eucarístico de 14 milhões de euros permite a Balasar acolher fiéis do mundo inteiro

Fotografia DM

Publicado em 15 de setembro de 2026, às 21:17

Programa da inauguração foi hoje apresentado em conferência de imprensa

 Os 14 milhões de euros já investidos pela Fundação Alexandrina da Balasar vai garantir todas as condições para acolher com dignidade as centenas de milhares de peregrinos e visitantes que todos os anos se deslocam à freguesia da Póvoa de Varzim, que «é mais conhecida por estrangeiros do que entre os portugueses». 

O reparo foi feito hoje pelo presidente da fundação que serve a causa de beata Alexandrina, na conferência de imprensa destinada a divulgar o programa das festas de inauguração do santuário eucarístico sediado no arciprestado da Póvoa de Varzim e Vila do Conde. 

Presente no encontro com os jornalistas, o Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, reforçou a ideia de que a devoção à beata de Balazar que se encontra em processo de canonização «tem maior acolhimento no estrangeiro» do que dentro de portas. 

«O poder da fé é precisamente isto: não é a Igreja que impõe a devoção de “uma santa do povo”; é a devoção dos fiéis de todo o mundo aos valores de santidade vividos pela Alexandrina de Balasar que levam a Igreja e todo um país a este fenómeno magnífico», destacou o também Primaz das Espanhas, para reconhecer que os 250 a 300 mil visitantes que todos os anos visitam Balasar por causa da popularidade de Alexandrina «é um grande desafio» quer para a Igreja quer para as instituições civis e políticas, no sentido de «serem criadas as condições que permitem acolher a todos com dignidade».

Também o Monsenhor  Manuel Casado Neiva, reitor do santuário e presidente da Fundação Alexandrina de Balasar, destacou o impacto que a dinâmica religiosa em torno da Beata Alexandrina está a motivar. «Vamos avançar com as obras da segunda fase, que visam a construção de equipamentos sociais para pudermos receber grandes encontros e disponibilizar espaços para as pessoas pernoitarem», disse o sacerdote, em declarações ao Diário do Minho e à DMTV.

Manuel Casado Neiva destacou «a colaboração» que tem tido do poder político local, que «reconhece» o contributo de Balasar para o desenvolvimento do concelho, que tem despertado também a colaboração do setor empresarial. 

«Há gente de fora vir aqui já procurar comprar terrenos para investir. O investimento em unidades de alojamento hoteleiro é um assunto que Fundação Alexandrina de Balasar já tem abordado, no sentido de sensibilizar as empresas para um certo investimento».

«Pela nossa parte, e no espaço do santuário, também temos que colaborar com isso. Temos o auditório, temos a chance de realizar aqui fóruns e congressos e estamos disponíveis para uma maior articulação com as empresa», uma vez que «esse é um trabalho que vamos pensar mais fundo, quando iniciarmos o projeto da segunda fase do santuário», assegurou o também reitor do Santuário Eucarístico de Balasar.

O Arcebispo Metropolita de Braga vê a ideia com bons olhos e assume que também a Arquidiocese de Braga precisa de olhar de outra forma para a importância crescente do santuário de Balasar.

«Para nós, o Santuário Eucarístico de Balasar é um enorme desafio, esta tenda do encontro, que é agora o grande Santuário Eucarístico de Balazar. Como este modelo de santidade da Alexandrina Maria já congrega muitas pessoas e já faz com que muitos peregrinos venham a Balazar, vai também exigir da Arquidiocese uma logística mais consistente», continuou D. José Cordeiro, salientando que «o calendário [litúrgico] que tem a própria da Arquidiocese de Braga, onde a Beata Alexandrina se integra, é para nós um grande luseiro».

«É esse roteiro que nós também vamos apresentar em breve, o roteiro dos santos, das santas, dos beatas e das beatas e dos processos que estão em canonização, para que nos iluminem neste caminho de Páscoa. É que o caminho da cruz, como dizia a Beata Alexandrina, é a chave do céu», resumiu.