A Peregrinação Interdiocesana a Nossa Senhora da Aparecida, em Balugães, que se realiza nos dias 14 e 15 de agosto, terá um momento de grande significado espiritual: a recoroação da imagem de Nossa Senhora da Aparecida, numa celebração presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro.
Inspirada no lema “Com a Senhora Aparecida, caminhamos rumo à coroação do amor”, a peregrinação deste ano assinala os 324 anos da Aparição de Nossa Senhora e convida os fiéis a rezar pela paz no mundo, «caminhando rumo à “Coroação do Amor” unidos como irmãos».
A celebração da recoroação da imagem da Senhora decorrerá durante a Eucaristia campal, às 11h00, no dia 15, e contará também com a presença de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, segundo a organização.
Milhares de devotos, provenientes de paróquias das diocese de Braga e de Viana do Castelo, são esperados neste emblemático santuário mariano, no monte de Castro, no dia da festa da Assunção de Nossa Senhora.
A peregrinação é considerada interdiocesana uma vez que a Zona Pastoral da Aparecida, embora pertença ao arciprestado de Barcelos, atrai também paróquias de Ponte de Lima e Viana do Castelo.
O programa tem início na tarde do dia 14 de agosto (sexta-feira) com a celebração da Eucaristia, às 18h00, seguida de Procissão Eucarística. Às 22h00, realiza-se o terço meditado, ao que se segue a tradicional Procissão de Velas com o andor da Senhora da Aparecida e a Eucaristia.
No dia 15 de agosto, a caminhada de fé das paróquias parte às 9h45 da capela de São Bento, em Balugães, em direção ao santuário da Senhora da Aparecida, onde pelas 11h00 será celebrada a Eucaristia presidida por D. José Cordeiro.
O encerramento da peregrinação está previsto para as 18h00, com a recitação do Terço e a Exposição do Santíssimo Sacramento.
De 6 a 14 de agosto decorrerá a novena preparatória, com a celebração da Eucaristia, sempre às 19h30, e a possibilidade de celebração do Sacramento da Reconciliação.
Devoção com mais de três séculos
A devoção à Senhora da Aparecida, em Balugães, remonta ao início do século XVIII. Segundo a tradição, em 1702, a Virgem Maria apareceu a um jovem de seu nome João Alves, conhecido por João Mudo, por ser privado da fala.
Nossa Senhora curou o jovem da sua deficiência e pediu que lhe fosse erguida uma capela naquele local em memória deste milagre. O pai de João Mudo erigiu então um pequeno templo sobre o penedo onde ocorreu a aparição na meia encosta do monte.
Entre 1707 e 1720, foi construída a atual igreja de Nossa Senhora da Aparecida, por iniciativa do Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles. O templo, de traça neoclássica, distingue-se pelas duas torres e pelos altares de estilo barroco, ostentando por cima das três janelas que iluminam o coro o nicho com a imagem de Nossa Senhora da Aparecida.