Cerca de uma centena de crianças do ensino pré-escolar participou, esta quinta-feira, na II Peregrinação das Crianças em Fafe, celebração que marcou o encerramento do programa religioso das Festas em honra de Nossa Senhora de Antime.
Organizada pelo Arciprestado, a celebração decorreu na Igreja paroquial de Antime, com a presença do andor da Senhora que esteve no templo desde a peregrinação arciprestal de domingo e agora será recolocado no seu retábulo.
A Peregrinação das Crianças foi a terceira peregrinação no contexto da Festa de Nossa Senhora de Antime, depois da Peregrinação dos Frágeis, realizada no dia 9 de julho, e da peregrinação Arciprestal que no passado domingo reuniu milhares de fiéis.
A celebração foi presidida pela arcipreste, o padre José António Carneiro, e contou com a participação de uma centena de crianças com idades entre os 3 e os 6 anos, provenientes de uma instituição de infância do concelho, acompanhadas por educadoras, auxiliares de ação educativa e familiares.
As crianças foram convidadas a levar uma flor, a rezar e a cantar.
«Foi um momento muito bonito, em que pudemos ver a alegria das crianças. Foi uma manhã muito especial», afirmou o padre José António Carneiro.
Durante a celebração, o sacerdote procurou explicar aos petizes, numa linguagem adaptada à sua idade, a tradição da festa de Nossa Senhora de Antime, a lenda e a história do achamento da imagem.
No final da peregrinação, cada crianças deixou a marca da palma da sua mão num painel de papel, um gesto simbólico que pretendeu representar a participação dos mais pequenos na grande peregrinação em honra da Nossa Senhora de Antime e o lugar que ocupam na comunidade cristã.
O mural ficará exposto no salão anexo à igreja de Antime como testemunho e memória desta edição da Peregrinação das Crianças, iniciativa que teve início o ano passado.
Em declarações ao Diário do Minho, o padre José António Carneiro destacou a importância de envolver as crianças desde cedo nas tradições religiosas locais, em especial na devoção a Nossa Senhora de Antime, uma tradição religiosa muito antiga no Arciprestado de Fafe.
«Se queremos colher também é importante o trabalho de semear, e o sentido desta peregrinação é esse: ir semeando nos mais pequeninos este amor e esta devoção em honra da Nossa Senhora de Antime», disse.
O sacerdote confessou ainda ter ficado impressionado pela forma como as crianças viveram esta celebração.
«Não estava à espera que, sendo um número significativo de crianças, elas fizessem tanto silêncio. Quando há muitas crianças juntas às vezes não é fácil. Depois, a igreja é um espaço onde muitas delas não estão habituadas a entrar», referiu.
O sacerdote destacou também «o encanto no olhar de muitas crianças perante a imagem da Senhora», resumindo que «foi uma manhã muito especial».
Na mensagem dirigida aos participantes, o sacerdote recordou que «no colo da Nossa Senhora, todos temos um lugar», convidando as crianças a crescerem na oração e na confiança em Deus, rezando por si próprias, pelas suas famílias e pela comunidade.
A celebração arciprestal foi organizada pelas Paróquias de Fafe e Antime, com a colaboração dos escuteiros, e contou ainda com a presença dos padres Vítor Araújo e José Marques.



