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Peregrinação Arciprestal de Fafe levou multidão de fiéis a Antime para pedir e agradecer

Fotografia Francisco de Assis

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 12 de julho de 2026, às 17:44

Evento, presidido pelo Arcebispo Metropolita de Braga, teve vários momentos simbólicos, incluindo a saudação às autoridades, largada de pombos e fado

Uma multidão de fafenses e de fiéis de muitas partes do Minho peregrinaram hoje entre Fafe e Antime, proporcionando um grande encontro de duas grandes massas humanas unidas pela fé e devoção à Nossa Senhora da Misericórdia de Antime e à Senhora das Dores, de Fafe. O ponto de encontro foi, como sempre, a Ponte de São José, onde as duas Senhoras se encontraram, num momento marcado por aplausos e uma largada de pombos.

Antes, na homilia da eucaristia solene, na igreja de Antime, o Arcebispo Metropolita de Braga agradeceu aos fiéis a presença e lembrou que a missão do cristão não é colher mas sim semear. «Mas ninguém semeia aquilo que não tem. Há muita gente a querer colher sem semear», alertou, frisando a importância de cada um colocar os dons ao serviço do bem comum.

«A nossa missão de pastores, de pais, de mães, de educadores, de políticos, de responsáveis, em todo tipo de responsabilidade e vocação, é semear». 
E D. José deixou outra verdade : «A semente, para dar frutos, tem de morrer. Morrer para o egoísmo, para os individualismos, narcisismos e para tudo aquilo que é indigno de um cristão e que nos impede de ser melhores pessoas», exemplificou. Por outro lado, D. José Cordeiro deixou o Arcebispo questionou qual o lugar que Deus ocupa na vida de cada cristão. «Se for um lugarinho, qualquer coisa chega e ocupa esse lugar. Mas se Deus ocupar o lugar central, então, sim, nada nem ninguém pode ocupar esse lugar». Durante a peregrinação, orientada pelo Arciprestado de Fafe, a multidão rezou, cantou, agradeceu as graças recebidas e pediu proteção, saúde e bênçãos. Aliás, como lembrou o arcipreste, nos regaços da Mãe do Céu, os peregrinos puseram vitórias, dores e preocupações, que ela vai levar ao seu filho Jesus.

Entre as várias intenções durante a eucaristia solene e a peregrinação, o Arcebispo de Braga pediu oração pelo jovem Jorge Monteiro, militar da GNR, natural de Vila Cova, Fafe, que morreu atropelado no IC2. D. José Cordeiro pediu, igualmente, pelo conforto dos familiares, neste «momento duro»