Vinte e cinco padres e quatro diáconos do Arciprestado de Braga participaram no seu convívio anual, que este ano teve como destino a cidade do Porto. O encontro proporcionou um dia de convivência fraterna, enriquecimento espiritual e descoberta do património religioso e cultural da Invicta.
A escolha das primeiras visitas revestiu-se de um significado especial, inserindo-se nas comemorações dos 800 anos da Páscoa de São Francisco de Assis (1226-2026). A manhã começou na Igreja de São Francisco, um dos mais emblemáticos templos franciscanos de Portugal, seguindo-se a visita à Igreja de Santa Clara. Dois lugares que testemunham, através da arquitetura, da arte e da espiritualidade, a permanência do legado de São Francisco e de Santa Clara, cuja mensagem continua a inspirar a Igreja oito séculos depois da morte do Pobrezinho de Assis.
Após o almoço, os participantes deslocaram-se às Caves Cálem, em Vila Nova de Gaia, onde conheceram a história e a tradição secular do vinho do Porto. O programa terminou com uma visita guiada ao Museu e Igreja da Misericórdia do Porto, instituição fundada no século XVI, cuja missão continua a unir o serviço aos mais frágeis à preservação de um extraordinário património artístico e religioso.
Para o arcipreste de Braga, padre João Torres, estes encontros são fundamentais para a vida do presbitério.
«A fraternidade sacerdotal cultiva-se também nestes momentos de encontro, amizade e convivência. O ministério não se vive isoladamente; fortalece-se quando caminhamos juntos, partilhando tempo, experiências e a alegria de sermos irmãos no sacerdócio», afirmou
O sacerdote destacou igualmente o simbolismo do percurso escolhido para este ano.
«No jubileu dos 800 anos da Páscoa de São Francisco, quisemos deixar-nos inspirar pelo testemunho de São Francisco e de Santa Clara. A simplicidade, a fraternidade, a alegria do Evangelho e o amor à Igreja que marcaram as suas vidas continuam a ser um apelo muito atual para todos nós», declarou.
O arcipreste sublinhou ainda a importância do contacto com o património religioso como expressão da fé das gerações que nos precederam.
«Cada igreja visitada é um testemunho vivo da fé do nosso povo. A beleza da arte sacra, da arquitetura e da história ajuda-nos a compreender melhor a missão da Igreja ao longo dos séculos e continua hoje a ser um caminho privilegiado para a evangelização», explicou.
No final do encontro, o padre João Torres manifestou satisfação pela significativa adesão dos participantes.
«A presença de 25 padres e 4 diáconos demonstra o desejo de cultivar a comunhão presbiteral. Regressamos às nossas comunidades mais unidos, renovados e conscientes de que a fraternidade também se constrói nestes momentos de encontro, partilha e descanso», concluiu.