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CEP lança novo caderno, com reflexão sobre «gestão e superação de conflitos»

CEP lança novo caderno, com reflexão sobre «gestão e superação de conflitos»
Fotografia DR

Redação

Agência Ecclesia

Agência noticiosa católica

Publicado em 26 de junho de 2026, às 17:25

Quarto volume da série «Caminhos de Comunhão» está disponível online

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou hoje o quarto caderno da série pastoral dedicada à sinodalidade, apresentando orientações sobre “gestão e superação de conflitos”.

“Os conflitos não devem ser vistos apenas como obstáculos ou fracassos, mas como realidades que podem tornar-se ocasião de crescimento quando são vividos à luz do Evangelho”, pode ler-se no volume, divulgado online e enviado à Agência ECCLESIA.

O documento adverte que a procura coletiva de soluções exige consensos, “sem esconder os conflitos nem procurar compromissos ao mais baixo nível”.

O texto assume as discussões fraturantes como um “lugar teológico”, notando que as divergências abrem o espaço necessário para escutar “de forma mais atenta aquilo que Deus pede”.

O episcopado recorre ao magistério do Papa Leão XIV para orientar o tratamento destas matérias, exigindo que as diferenças orgânicas não se transformem em “oposições ideológicas e polarizações prejudiciais”.

A equipa sinodal da CEP recomenda a identificação de elementos mediadores para gerir as crises nas paróquias, visando potenciar diálogos abertos capazes de “reconstruir relações fragilizadas”.

As diretrizes alertam que a gestão institucional perante fações desavindas nunca deve focar-se na identificação de vencedores e vencidos, insistindo antes na implementação de uma “cultura de escuta e diálogo”.

Este subsídio técnico integra uma coleção de 13 publicações mensais elaboradas com o propósito de encarnar as normas disciplinares e pastorais ratificadas no Sínodo dos Bispos em outubro de 2024.

Na sequência da publicação do documento final do Sínodo 2021-2024, no pontificado de Francisco, foi convocada uma inédita Assembleia Eclesial, para 2028.

Até dezembro de 2026, estão previstos percursos de implementação nas Igrejas locais e nos seus agrupamentos; no primeiro semestre de 2027 devem acontecer assembleias de avaliação nas dioceses, a que se seguem, no segundo semestre, assembleias de avaliação nas Conferências Episcopais nacionais e internacionais.

Para o primeiro quadrimestre de 2028 vão ser marcadas assembleias continentais de avaliação.